Brasil
03/12/2008 - 15h20

Cunha Lima faz lobby em Brasília para tentar salvar mandato

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Ameaçado de perder o mandato, o governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), faz lobby pela preservação do cargo. O tucano está em Brasília nesta quarta-feira para prestar esclarecimentos ao seu partido. Ele disse que terá audiências com ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Segundo ele, novos recursos serão impetrados na sexta-feira (5). Sem criticar o TSE que cassou seu mandado por irregularidades durante a campanha eleitoral de 2006, Cunha Lima se disse "vítima de um grande erro".

"Há um grande erro. Um grande equívoco. Tenho confiança plena nos embargos [que serão ingressados por sua defesa] e na reversão de decisão", disse ele.

Cunha Lima disse ainda que sua confiança é baseada na sua inocência. O tucano disse que não se sente abandonado pelo PSDB. "Não estou abandonado pelo PSDB. O partido está trazendo à luz a verdade dos fatos", afirmou o governador.

O TSE publicou ontem no "Diário da Justiça Eletrônico" decisão que manteve a cassação do mandato por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2006. Uma semana depois dessa decisão, liminar do próprio TSE suspendeu os efeitos imediatos do julgamento.

Com a publicação do acórdão, os advogados de Cunha Lima têm três dias (contados a partir de hoje) para apresentar recursos, os chamados embargos de declaração --ações que contestam tecnicamente a decisão que levou à cassação.

No último dia 20, a decisão de cassar o mandato também se estende ao vice-governador, José Lacerda (DEM). Os ministros do tribunal determinaram que Cunha Lima e seu vice deixassem o cargo assim que o acórdão fosse publicado, e o segundo colocado nas eleições, o senador José Maranhão (PMDB), assuma o governo.

O TSE decidiu pela cassação baseado na acusação de Cunha Lima ter distribuído à população, em ano eleitoral, cerca de 35 mil cheques, de até R$ 56 mil, por meio de um programa de assistência social do Estado.

Na semana passada, o TSE concedeu liminar que suspendeu os efeitos da decisão até o julgamento de recursos apresentados pela defesa do governador.

 

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