Brasil
03/12/2008 - 15h44

Foragido há duas semanas, Celso Pitta convoca imprensa para esclarecimentos

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da Folha Online

Com a prisão decretada pelo juiz Francisco Antônio Bianco Neto, da 5ª Vara da Família de São Paulo, e desaparecido há duas semanas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta vai dar uma entrevista coletiva nesta quarta-feira, às 18h30, para a imprensa. Ele estará acompanhado de seu advogado, Remo Battaglia.

Pitta é acusado de não pagar pensão à ex-mulher Nicéa Camargo, e o valor da dívida seria de cerca de R$ 100 mil. O ex-prefeito também foi preso durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, mas solto após conseguir um habeas corpus.

Na semana passada, Pitta não compareceu à audiência que julgaria a revisão da pensão alimentícia que paga à ex-mulher. Ele pede a revisão da pensão, e alega não ter condições de pagar R$ 20 mil mensais. O ex-prefeito tenta diminuir a pensão para R$ 7.500, segundo informou à Folha Online o advogado de Nicéa, Alexandre Slhessarenko.

No entanto, a defesa de Nicéa quer aumentar o atual valor, e pretende arrolar no processo, para provar que o ex-prefeito tem dinheiro para pagar o valor da pensão, testemunhas como o investidor Naji Nahas e o delegado Protógenes Queiroz.

A família de Nicéa ofereceu na última quinta-feira, dia da audiência em que Pitta se ausentou, R$ 1.000 pelo paradeiro do ex-prefeito, informou a filha do casal, Roberta.

Penhora

Os problemas com a pensão recebida do ex-prefeito não são de agora. Em janeiro de 2001, Nicéa virou cliente da seção de penhor da CEF (Caixa Econômica Federal) um mês depois de começar a receber do ex-marido a pensão alimentícia provisória de R$ 5.000.

De janeiro a abril daquele ano, Nicéa afirmou ter posto no "prego" oito lotes de jóias para pagar as despesas mensais. Cada quinhão, disse, rendeu entre R$ 400 e R$ 1.500.

"Vão-se os anéis, ficam os dedos. Minha dignidade não foi embora com as jóias que estavam penhoradas e perdi. Mas não me envergonho. Essa minha situação delicada é uma prova de que não entrei no esquema", afirmou sobre as denúncias de corrupção que fez contra o marido em 2000.

Em 2005, a ex-primeira-dama quase foi parar no olho da rua. Na ocasião, ela sofreu uma ação de cobrança por taxas de condomínio não pagas que caminhava para seu despejo do apartamento que dividiu com Pitta enquanto foram casados.

Satiagraha

O ex-prefeito quer indenização de 2.000 salários mínimos por danos morais sofridos durante sua prisão na Operação Satiagraha, da Polícia Federal. O valor da indenização corresponde a R$ 830 mil.

Durante a Satiagraha, o ex-prefeito foi flagrado por câmeras em sua residência, de pijamas, ao ser preso, algemado, pela PF. Na operação, foram presos, Pitta, o banqueiro Daniel Dantas e Nahas, entre outras pessoas. Eles foram soltos após habeas corpus concedidos pela Justiça.

Comentários dos leitores
Nelson Vaughan (107) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (107) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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jeferson pereira maciel (1) 18/11/2009 19h57
jeferson pereira maciel (1) 18/11/2009 19h57
É uma falta de respeito com nos paraence o que o Bancario esta fazendo. nosso estado não deve se cala diante de tanta omilhação, temos que nos valorizar, somos pequenos diante dele mas somos capazes. 2 opiniões
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Comentarista Brasil (88) 17/11/2009 12h41
Comentarista Brasil (88) 17/11/2009 12h41
Em qualquer país decente do mundo um delegado como esse que foi afastado já estaria preso. Mas no Brasil parece que ele vai virar herói, no que depender, é claro, dos paladinos da moralidade (alheia, é claro). No mais, parabéns ao STF e ao CNJ, que têm corrigido os delírios de alguns juízes que ainda pensam ser deuses, mas estão aprendendo, em público e para o país todo ver, que manda quem pode e obedece quem tem juízo. É isso, simples assim, queiram ou não algumas viuvinhas. 15 opiniões
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