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Brasil
03/12/2008 - 17h56

PMDB decide disputar presidência do Senado e embola candidatura de Tião

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O PMDB formalizou nesta quarta-feira a decisão de lançar candidato à presidência do Senado em fevereiro de 2009, mas não definiu o nome do senador que vai disputar com o petista Tião Viana (PT-AC) o comando da Casa Legislativa. Por unanimidade, os 20 integrantes da bancada peemedebista decidiram que o partido, por reunir o maior número de senadores na Casa, tem o direito de lançar candidato à presidência.

"A maior bancada do Senado não poderia abrir mão de ter candidato próprio. Não poderíamos encerrar o ano com uma lacuna sobre essa decisão. Temos até o final de janeiro para definir quem será o candidato. Dessa vez, acredito que o consenso [sobre o nome] pode acontecer", disse o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO).

Nos bastidores, peemedebistas reconhecem que o senador José Sarney (PMDB-AP) é o mais cotado para disputar a presidência do Senado. Apesar de já ter sinalizado que não está disposto a entrar numa disputa direta com Viana, Sarney não descartou sua candidatura durante o encontro da bancada.

"Ninguém tocou nesse assunto [de candidato], nem o Sarney definiu que não é candidato. Ele disse que aceita a decisão da bancada. Se o nome dele for decisão da bancada, ele aceita", disse o senador Pedro Simon (PMDB-RS) --também apontado como eventual candidato do partido à presidência do Senado.

Os nomes de Sarney e Simon ganharam força porque têm transito entre os diversos partidos da Casa, incluindo a oposição. Os peemedebistas não descartam a possibilidade do PT retirar a candidatura de Viana caso um nome da legenda tenha o apoio de diversos partidos e consiga unificar a base aliada do governo federal.

"O que apareceu até agora é a candidatura do PT com o argumento de que o PMDB abriu mão da disputa. Mas o PMDB não abriu mão, disse que tem candidato. O PMDB no Senado é a maior bancada, isso não é uma conquista, é um direito natural", afirmou Simon.

Câmara

A decisão da bancada do PMDB do Senado pode prejudicar a candidatura do deputado Michel Temer (PMDB-SP) à presidência da Câmara. O peemedebista conta com o apoio do PT na disputa, mas os petistas barganham o comando do Senado com o argumento de que um único partido não pode ficar na presidência das duas Casas Legislativas.

Com a decisão da candidatura própria, a bancada do PT na Câmara pode recuar no apoio à candidatura de Temer --mesmo depois do PMDB ter apoiado o nome do petista Arlindo Chinaglia (PT-SP) na disputa de 2006 em troca do PT apoiar Temer em fevereiro de 2009.

Os senadores peemedebistas, porém, minimizam a possibilidade da candidatura de Temer sofrer abalos com a decisão do lançamento de candidatura própria no Senado. "Isso não tem nada a ver com a candidatura do deputado Michel Temer. Inúmeras vezes um mesmo partido dirigiu as duas Casas Legislativas", disse o senador Almeida Lima (PMDB-SE).

Comentários dos leitores
Freddy Grandke (227) 26/11/2009 13h56
Freddy Grandke (227) 26/11/2009 13h56
QUE FALTA DE RESPEITO PARA COM O DINHEIRO DO CONTRIBUINTE. sem opinião
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Manoel Frederico (3) 24/11/2009 09h06
Manoel Frederico (3) 24/11/2009 09h06
È mais um deputado que devia ser cassado. Quem sabe um dia nosso povo toma vergonha na cara e não elege mais estas porqueras. sem opinião
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geraldo costa pereira (1) 04/11/2009 16h43
geraldo costa pereira (1) 04/11/2009 16h43
Expedito junior compra vota, Azeredo investigado,o lider deles no senado gasta mais de 1 milhao com bale do amigo(palavra dele na tribuna) e com a saude da mamae.O partido ativo...... O eleitor burro...... sem opinião
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