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Brasil
04/12/2008 - 07h51

Prefeito eleito de Macapá diz que vai recorrer de cassação de mandato

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CRISTINA MORENO DE CASTRO
da Agência Folha

O prefeito eleito de Macapá, (AP) Roberto Góes (PDT), teve sua candidatura cassada anteontem pela Justiça Eleitoral.

Ele é acusado de abuso de poder político e de captação ilegal de votos. Góes pode recorrer da decisão no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Amapá.

Pela sentença do juiz Marconi Pimenta, Góes também fica inelegível por três anos e deve pagar multa de R$ 31.923.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, a primeira-dama do Amapá, Marília Góes, responsável pela pasta da Secretária Estadual de Inclusão e Mobilização Social, disse em reunião com os beneficiários do programa Renda para Viver Melhor que eles deveriam votar em Roberto Góes, "pois, em contrário, deixariam de receber auxílio dos programas sociais do Estado".

A denúncia também diz que os presentes tiveram que mostrar seus títulos eleitorais e assinar uma lista, e que é "de conhecimento público e notório" a ligação entre a primeira-dama e o candidato, primo do governador Waldez Góes (PDT).

Mais de 10 mil pessoas estão cadastradas no programa --cerca de 3.500 só em Macapá, de acordo com a sentença.

O advogado de Roberto Góes, Horácio Magalhães, diz que vai apresentar recurso ainda nesta semana e vai entrar com medida cautelar para garantir a diplomação do candidato, que ocorre no próximo dia 15.
Caso a medida seja aceita, Góes poderá ser empossado em 1º de janeiro, enquanto o processo tramita. Além deste, há oito processos contra Góes tramitando na Justiça Eleitoral.

Magalhães diz que "ela [Marília Góes] explanou a intenção política dela e pediu voto, como qualquer cidadão". Segundo ele, não houve provas de compra de voto ou pressão política. "O processo está cheio de falhas e vamos explorar isso no recurso. A gente está bem tranqüilo."

A reportagem tentou falar com Marília Góes e seu advogado, sem sucesso. Ela também fica inelegível por três anos, de acordo com a sentença.

Caso Góes perca seu cargo, Camilo Capiberibe (PSB), candidato que ficou em segundo lugar na disputa eleitoral, assume a prefeitura.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
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