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Brasil
04/12/2008 - 13h42

Câmara prorroga por mais 60 dias trabalhos da CPI dos Grampos

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), prorrogou nesta quinta-feira os trabalhos da CPI das Escutas Clandestinas da Câmara por mais 60 dias. Chinaglia referendou requerimento já aprovado pela comissão com o pedido de prorrogação das atividades até março de 2009, uma vez que os trabalhos comissão estavam previstos para ser encerrados nesta sexta-feira.

Chinaglia recebeu requerimento assinado pelos líderes de todos os partidos da Casa com o pedido de prorrogação. Por este motivo, não decidiu levá-lo ao plenário --tomou por conta própria a iniciativa de estender os trabalhos da comissão.

"Houve uma solicitação da própria CPI para a prorrogação. Na primeira prorrogação, havia elementos de disputa, por isso condicionei esta tarefa à opinião dos líderes. Me trouxeram uma lista com todos os líderes concordando com a prorrogação, por isso já prorroguei os trabalhos", disse Chinaglia.

O relator da CPI, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), quer usar o período do recesso legislativo, entre dezembro e fevereiro, para elaborar o texto final da comissão. "Vamos dedicar a próxima semana para ouvir juristas no que diz respeito às escutas. Em fevereiro e março, haverá a apresentação do relatório final. Vou aproveitar o recesso pra analisar documentos", afirmou.

Explicações

Pellegrino disse que ainda não decidiu sobre o eventual pedido de indiciamento de Paulo Lacerda, diretor-geral afastado da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). O relator vai encaminhar um pedido de explicações a Lacerda sobre o depoimento prestado pelo ex-diretor da Abin à comissão para, posteriormente, decidir sobre um eventual indiciamento.

"Eu ainda não tenho convicções. Minha idéia é enviar um ofício ao doutor Lacerda pedindo informações complementares. Só depois do ofício vou me decidir", afirmou o relator.

O presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), defendeu o indiciamento de Lacerda depois de seu depoimento ter sido contestado por agentes da Abin. Lacerda disse à CPI que a colaboração da agência na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, foi apenas "informal".

Posteriormente, integrantes da Abin que prestaram depoimentos à CPI admitiram que mais de 60 agentes participaram das investigações no Rio de Janeiro e São Paulo --com o aval de Lacerda e outros diretores da agência.

Comentários dos leitores
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Sobre a matéria:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
sem opinião
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Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Demo tucano e a mídia conservadora tudo a ver!!! 2 opiniões
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Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
E agora? Será que aquela "revista" semanal, o Senador e o Ministro que afirmaram à Nação que houve diálogo, destes últimos, grampeado, serão chamados a explicar - e comprovar - o que de fato ocorreu? ou aquela "notícia" foi divulgada supostamente apenas para desmoralizar a investigação da PF sobre o Banqueiro condenado? 3 opiniões
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