Serra diz que ele e a torcida do Flamengo queriam adiamento da reforma tributária
colaboração para a Folha Online
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou nesta quinta-feira que o adiamento para março de 2009 da votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da reforma tributária na Câmara dos Deputados atendeu sua expectativa, assim como de outros governadores. Segundo ele, não havia o conhecimento necessário da proposta para que ela fosse votada ainda neste ano, como o governo federal queria.
"[O adiamento] Atendeu a expectativa minha e da torcida do Flamengo. Não fui só eu que achei que deveria ser discutido com mais calma [...]. Acontece que chegou perto de votar e ninguém rigorosamente conhecia o que ia votar", afirmou o governador durante conferência sobre cidades da América do Sul que aconteceu hoje em São Paulo.
A decisão de adiar a votação foi fechado na noite de ontem em uma reunião comandada pelo presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e os líderes dos partidos de oposição e da base aliada.
O texto da proposta elaborado pelo deputado Sandro Mabel (PR-GO) não agradou diversos governadores, que discordam de alguns dos principais pontos.
De acordo com os tucanos, a unificação do ICMS e a cobrança do imposto no destino podem causar um prejuízo de cerca de R$ 16 bilhões para o Estado de São Paulo."Ninguém é contra a reforma tributária, mas tem que ver que tipo de reforma", disse Serra.
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