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Brasil
04/12/2008 - 18h24

Roseana deve operar retirada do aneurisma entre fevereiro e março

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RENATA GIRALDI
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A líder do governo no Congresso, senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), deve submeter-se a uma cirurgia para retirada de um aneurisma cerebral entre fevereiro e março do próximo ano. Até lá, Roseana se prepara para a operação: abandonou o cigarro, controla a pressão arterial e mantém o ritmo de atividades, sem alterar sua agenda.

Nesta quinta-feira, a senadora liderou uma das votações, durante sessão do Congresso, realizada no plenário do Senado. A votação tratava da liberação de créditos extraordinários para órgãos federais.

Aos amigos, Roseana desabafou que o maior desafio é controlar o desejo de fumar --hábito que tinha desde a adolescência. Há 17 dias, a parlamentar abandonou o cigarro.

A senadora consumia um maço de cigarros por dia. Sem a nicotina, ela se sente mais tensa e agitada. Mas costuma dizer que diariamente reafirma a decisão de não retomar o hábito.

Como amuleto, a líder resolveu manter na bolsa permanentemente uma carteira de cigarros. De acordo com ela, é necessário ter a segurança que os cigarros estão lá, mas que não irá consumi-los.

Segundo Roseana, o aneurisma foi detectado no último dia 18, durante exames de rotina no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Atendendo a sugestões do pai, o senador José Sarney (PMDB-AP), e de amigos, como o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), a líder irá consultar outros especialistas.

Nos próximos dias, a senadora deverá viajar até o Rio para uma consulta com o neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho. A senadora já enviou um CD com os exames realizados e as análises dos especialistas.

A senadora tinha pensado em se licenciar das funções no Senado. Mas descartou a idéia porque, segundo amigos, ela concluiu que uma das suas paixões é a articulação política. Porém, a peemedebista tem admitido que a hipótese de se submeter a mais uma cirurgia tem tirado seu sono.

Roseana já foi submetida a inúmeras cirurgias em decorrência de fraturas e para retirada de tumores malignos. Ao saber que estava com um aneurisma cerebral, a senadora afirmou que iria operar a única parte do corpo que ainda não havia sido submetida à cirurgia: a cabeça.

 

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