Cristovam Buarque quer elevar Bolsa-Escola para R$ 50 por família
da Folha OnlineO Ministro da Educação, Cristovam Buarque, disse hoje que pretende elevar para R$ 50 o valor do Bolsa-Escola, pago para famílias que tenham crianças entre 6 e 15 anos.
O anúncio foi feito durante audiência pública realizada com senadores de partidos da base do governo, no plenário do Senado Federal.
Os beneficiados pelo Bolsa-Escola recebem R$ 15 por criança matriculada no ensino fundamental, até o limite de R$ 45. Mas a média repassada mensalmente é de R$ 24 por família.
Buarque disse que "pretende contribuir da forma a mais eficaz possível com o programa Fome Zero, elevando o valor mensal do Bolsa-Escola para R$ 50 por família.
"Está provado que 80% dos recursos do Bolsa-Escola vão para a compra de alimentos", disse Buarque, alertando, porém, que isso depende de negociações com outras instâncias de governo.
Essa não é a primeira vez que Buarque defende a elevação do benefício que exige a frequência escolar das família carentes para R$ 50.
No mês passado, o ministro chegou a sugerir a criação do "Fome Zero Já", que seria a elevação do valor da benefício do programa. Isso, segundo ele, custaria metade do valor que o governo gastaria com a distribuição dos cartões-alimentação do Fome Zero.
A declaração foi mediatamente reprovada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois do puxão de orelha, o ministro negou que tenha defendido o Bolsa-Escola em detrimento do Fome Zero.
"Não há a menor possibilidade [de o Bolsa-Escola existir em detrimento do Fome Zero]. O Bolsa-Escola é uma maneira de erradicar a fome e, portanto, faz parte do Fome Zero. É uma parte intrínseca [do Fome Zero]", disse Buarque.
No Senado, Buarque anunciou outras metas da Educação até 2006. Entre elas está a ampliação do programa para 25 milhões de pessoas. O Bolsa-Escola atende hoje cerca de 5,5 milhões de famílias.
O ministro afirmou que também pretende tornar obrigatório o ensino médio, como já acontece hoje com o nível fundamental.
Segundo o ministro, existem sete milhões de jovens, entre 16 e 17 anos, fora da escola tradicional, "muitos deles no limite da marginalidade, da violência".
Para Cristovam, a obrigatoriedade do ensino médio deve ser combinada com o ensino profissionalizante.
Com Agência Brasil


