Brasil
10/12/2008 - 12h43

Ministro Marco Aurélio diz que decisão sobre Raposa/Serra do Sol exige "reflexão maior"

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Após antecipar que vai pedir vista para analisar melhor a ação sobre a demarcação de terras da reserva Raposa/Serra do Sol (RR), o ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), disse nesta quarta-feira que é necessário refletir mais sobre o tema.

Mello reclamou da possibilidade de outros ministros votarem depois dele ter anunciado que irá pedir vista do processo. "[Eu pedi vista para] que a definição do Supremo seja a mais segura possível porque vamos querer essa pacificação de uma hora pra outra. Deixemos que aqueles que têm responsabilidade com o amanhã do Brasil reflitam sobre o tema e decidam de acordo com o convencimento que forma", disse.

Em seguida, o ministro afirmou: "Se eu fosse um deles [um dos ministros], eu aguardaria o voto do colega, que já aguardou muitos outros".

O ministro justificou a necessidade de mais prazo para elaborar seu voto. "Eu devo estar vinculado a minha ciência e consciência. Estou mesmo acostumado a ficar vencido inclusive de forma isolada. Darei a minha contribuição, cada um do colegiado deve se pronunciar de acordo com o que pensa. Agora não é uma matéria para se decidir sem uma reflexão maior. Esta reflexão eu quero realmente implementar", afirmou.

O ministro-relator da ação, Carlos Ayres Britto, admitiu ter ficado surpreso com o pedido de vista de Mello. "Eu confesso que não esperava que ninguém pedisse vista não, mas é direito de todo ministro pedir vista", afirmou ele, antes da suspensão da sessão para o almoço.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de outros ministros votarem antes de Mello, mesmo com o eventual pedido de vista, Ayres Britto afirmou que isso pode ocorrer. "Todo mundo pode adiantar [voto]", afirmou.

À tarde, os ministros retornarão ao julgamento. Se houver a opção pelo voto, deverão se manifestar na seguinte ordem: os ministros Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Joaquim Barbosa, Cezar Peluso, Ellen Gracie, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e o presidente da Corte, Gilmar Mendes.

Caso os ministros optem por votar, como há um possível pedido de vista, o resultado parcial do julgamento será conhecido, mas não confirmado. O resultado final do julgamento só é promulgado ao término, o que ocorre por meio de Mendes.

Comentários dos leitores
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
É bom que Peru e Brasil tomem mais rapido possivel medidas duras para combater o narcotrafico,contrabando de armas, grupos de exterminios e etc,nas suas froteiras como é o caso da regiao do Alto Rio Solimoes esquecida pelo proprio estado brasileiro... sem opinião
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antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. 1 opinião
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tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
sem proteção os indios ficam a mercê de todos os perigos existentes na Amazonia.Agora as Farc tambem querem se aproveitar da fraqueza indigena. 2 opiniões
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