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Brasil
10/12/2008 - 14h50

Supremo decide manter julgamento sobre demarcação da Raposa/Serra do Sol

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quarta-feira dar continuidade ao julgamento da ação que trata da homologação das terras indígenas da reserva Raposa/Serra do Sol (RR). A maior parte dos ministros optou por proferir seus votos ainda hoje, mesmo com a decisão do ministro Marco Aurélio Mello de pedir vista do processo.

Alan Marques/Folha Imagem
Indígenas acompanham julgamento da legalidade da demarcação de reserva
Indígenas acompanham julgamento da legalidade da demarcação de reserva

A ex-presidente da Suprema Corte, Ellen Gracie, disse que a decisão de pedir vista não pode ser interpretada como um "tabu intransponível" para que outros ministros possam se manifestar antes dele.

A ministra Cármen Lúcia disse que estava preparada para votar porque havia sobrevoado a área da reserva e estudado sobre o assunto. Da mesma forma, manifestaram-se os ministros Ricardo Lewandowski, Cesar Peluzo e Eros Grau.

Apenas o ministro Celso de Mello afirmou que aguardaria o pedido de vista de Marco Aurélio Mello. Para ele, o assunto deve ser avaliado com mais tempo porque se trata de uma decisão com vários desdobramentos.

"Prefiro aguardar o eminente ministro Marco Aurélio, que exerce de maneira absolutamente legítima uma prerrogativa do regimento interno e se justifica pela complexidade da causa", afirmou.

Em agosto, a sessão foi interrompida logo após o ministro-relator da ação, Carlos Ayres Britto, recomendar a demarcação de forma contínua. A interrupção foi provocada pelo pedido de vista do ministro Carlos Alberto Menezes Direito.

Localizada ao nordeste de Roraima, a reserva Raposa/Serra do Sol é uma das maiores do país com 1,7 milhão de hectares. A área foi demarcada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e homologada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na região vivem cerca de 17 mil indígenas, a maioria da etnia macuxi, mas há também uapixanas, ingaricós, taurepangues e patamonas. Representantes dessas etnias acompanham o julgamento nesta quarta-feira.

Comentários dos leitores
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
É bom que Peru e Brasil tomem mais rapido possivel medidas duras para combater o narcotrafico,contrabando de armas, grupos de exterminios e etc,nas suas froteiras como é o caso da regiao do Alto Rio Solimoes esquecida pelo proprio estado brasileiro... sem opinião
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antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. 1 opinião
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tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
sem proteção os indios ficam a mercê de todos os perigos existentes na Amazonia.Agora as Farc tambem querem se aproveitar da fraqueza indigena. 2 opiniões
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