UNE e OAB usam 40 anos do AI-5 para cobrar abertura dos arquivos da ditadura
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Os 40 anos da edição do AI-5 (ato institucional que endureceu a ditadura militar brasileira) reacenderam a discussão sobre a abertura dos arquivos do regime (1964-1985) e as punições aos militares que torturaram presos políticos nesse período. A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a UNE (União Nacional dos Estudantes) defendem que o governo federal torne públicos os arquivos da ditadura como forma de esclarecer à sociedade detalhes do que ocorreu durante o regime militar.
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| O então ministro da Justiça Luís Antonio Gama e Silva anuncia o ato AI-5 na Agência Nacional ao lado do locutor Alberto Cury |
"Eu já afirmei que não podemos confundir anistia com amnésia. Nós temos de saber o que aconteceu durante a ditadura militar. Se não soubermos, erros serão repetidos, como já foi dito. Mas o mais grave: a história poderá ser contada de forma diferente, de modo que os vencedores passarão a ser vencidos e os heróis passarão a ser vilões", disse o presidente da OAB, Cezar Britto.
A OAB já ingressou com ações no STM (Superior Tribunal Militar) para que o órgão investigue as suspeitas de destruição de parte dos arquivos da ditadura. A entidade também solicita que a tortura seja reconhecida como crime de "lesa humanidade", imprescritível pela legislação brasileira.
"O Estado brasileiro tem o dever de punir aquele que torturou; é hora da ação, é hora de mostrarmos no agir que não compactuamos com a ditadura, ousando contar a história, ousando, na prática, dizer que eles não venceram", afirmou Britto.
A presidente da UNE, Lucia Stumpf, lembrou os 40 anos da edição do AI-5 com o pedido para que o Estado repare os seus "erros" abrindo os arquivos da ditadura e punindo os torturadores do regime militar.
"Temos que punir os torturadores e abrir os arquivos da ditadura. Só com isso poderemos avançar rumo a essa democracia plena", disse.
Stumpf afirmou que o resgate da memória sobre a edição do AI-5 deve servir de fortalecimento ao regime democrático brasileiro. "O Congresso precisa seguir dando demonstrações de sua autoridade para consolidar poderes da sociedade brasileira. Temos que fazer do dia de hoje, mais do que o resgate da memória, fortalecer a democracia plena no país, que só vamos alcançar superando esse período negro", afirmou.
Polêmica
O impasse sobre a punição aos torturadores da ditadura militar ganhou força este ano depois que integrantes do governo divergiram publicamente sobre mudanças na Lei de Anistia. A discussão sobre a prescrição dos crimes de tortura cometidos durante o regime colocou em posições opostas os ministros Tarso Genro (Justiça), Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) e o advogado-geral da União, José Antonio Toffoli.
Enquanto Tarso e Vannuchi consideram que os torturadores do período da ditadura militar não devem ser beneficiados pela prescrição dos crimes, a AGU elaborou parecer informando que atos de tortura cometidos no regime militar foram perdoados pela Lei da Anistia. A AGU chegou a elaborar parecer com sua posição, mas decidiu revisar o texto depois da polêmica provocada no governo.
Em relação à abertura dos arquivos da ditadura, o governo adiou para janeiro o lançamento do programa Memória Viva --que dará acesso público aos arquivos do período militar.
A Casa Civil afirma que, embora esteja tudo pronto para que os arquivos possam ser disponibilizados, a proximidade com o fim do ano e o período de recesso atrapalharia uma maior divulgação do tema.
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Os problemas agora são outros e bem piores se não houve revolução armada na época do golpe militar, em 1964, hoje existe uma revolução social no seio da sociedade brasileira que mata por ano mais de 46.000 mil pessoas de homicidios.
Se foi errado o golpe no estado pelos militares, tabme erros do outro lado do Rio algumas arruaças armadas que ceifaram vidas de inocentes, os dois lados queriam o Poder para do Poder tirarem todo o lucro possivel para seus grupos.
Os erros dos militares continua até hoje e ninguem faz nada com as aposentadoias vitalicias para as filhas de militares e de alguns malandros.
E os outros estão no Poder e no Poder cedido para eles pelos militares sempre através de conchavos com lucros astronomicos para os dois lados, eles tem o Poder e todo o lucro possivel que conseguem com o Poder.
Mas continuando ontem havia uma ditadura militar, hoje temos uma ditadura dos militares em conjunto com a turma do outro lado do Rio, dos Intelectuais, dos Artistas, dos sindicalistas do Professores que não sabem ensinar e sim inchar o sistema com seu empreguismo.
Esse é o novo modelo de Brasil Patria Amada, onde um Presidente NeoCaudilhesco se denomina Rei dos miseraveis, sendo ele um pertencente de castas nobres com muito dinheiro no bolso para gastar.
Agora saber porque sempre se busca fatos passados e através da burocracia, tirar muito dinheiro do povo, procurando e julgando o passado.
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Interessante como insistem com o errôneo termo "ditadura".
O que havia no Brasil na época, era uma guerra não declarada.
Os mesmos que criaram uma "Cortina de Ferro"no leste europeu, tentavam agora com a ajuda dos guerrilheiros tupiniquins, inspirados pelo assassino da ilha do Caribe, fazer a mesma coisa no Brasil.
Se o "outro lado", tivesse ganho a luta, hoje contabilizaríamos muitos milhares de mortos, que sempre foi a marca registrada da implantação de regimes comunistas totalitários.
Aquela "ditadura" não foi nada, se comparada ao que nos reservaria a outra opção.
Se hoje reclamam do que aconteceu naqueles dias, foi graças a patriotas que deram suas vidas para garantir a democracia que persiste, a despeito de novas gerações de parasitas, que tentam recriar aquela época.
Não percam tempo em tentar aquilo de novo, seriam derrotados novamente.
Aqui não é a Venezuela...
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São fatos historicos incontestáveis, todos cinquentões se recordam com certeza.
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