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Brasil
12/12/2008 - 12h27

Dilma adota discurso de candidata ao Planalto e critica gestão FHC

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Ao abrir nesta sexta-feira o encontro nacional de prefeitos do PT, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) adotou discurso de candidata ao Palácio do Planalto ao criticar a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Dilma disse aos prefeitos que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu uma diferença "radical" entre gestões passadas, deixando de lado o discurso neoliberal porque tem como foco as políticas sociais.

"A nossa visão de Estado não é neoliberal. É uma visão comprometida com projeto de desenvolvimento. Somos governo com responsabilidade fiscal, mas também social", afirmou.

Segundo Dilma, o governo petista conseguiu reverter a "tendência de concentração de riquezas nas mãos da União" ao realizar programas como o Bolsa Família e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A ministra disse que o governo tem "posição firme" porque optou pelo caminho do social, ao contrário de gestões anteriores.

"Quando um governo tem posição e escolhe entre fazer ou não o Bolsa Família, ele escolhe fazer a política legítima", afirmou. Dilma disse que os governos petistas são uma "força do bem" que vai impulsionar o uso do dinheiro público.

Dilma também criticou a gestão FHC ao mencionar a atual crise econômica internacional. "Nós hoje temos uma situação completamente diferente do que existia antes de 2003 [quando Lula foi empossado]. Uma situação que construímos e a capacidade do governo de reagir perante a crise."

Na opinião da ministra, o governo Lula acabou com o "ciclo ocioso" que existia no país. "Nas crises até 2001, 2002, a crise começava lá fora, contaminava o Brasil pelo câmbio, éramos frágeis e quebrávamos. Aí íamos ao Fundo Monetário e ele mandava cortar investimentos sociais. A diferença é radical, temos todos os investimentos para reagir", afirmou.

As críticas da ministra ocorrem depois da pesquisa Datafolha, divulgada esta semana, apontar vantagens dos governadores tucanos José Serra (PSDB-SP) e Aécio Neves (PSDB-MG) na corrida pelo Palácio do Planalto na disputa direta com a ministra. Dilma também sai em desvantagem sobre o deputado Ciro Gomes (PSB).

O presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), disse que Dilma fez uma "comparação entre projetos" de governo --que será o mote do candidato petista em 2010. "Teremos em 2010 a disputa de projetos, a comparação entre o governo Lula e o anterior. E também as características pessoais dos candidatos", afirmou.

Comentários dos leitores
fabio siqueira ferreira (243) 29/11/2009 22h50
fabio siqueira ferreira (243) 29/11/2009 22h50
Sujeitinho burro. Se nem na cueca é seguro, o idiota tenta guardar dinheiro na meia? A solução é invertar um supositório com dinheiro miniaturizado. sem opinião
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joão nascimento (226) 29/11/2009 21h59
joão nascimento (226) 29/11/2009 21h59
o dem tem por obrigação afastar o gov.arruda por conta da etica na politita isto vai ser um passo para oposição mostrar como vai ser o futuro deste pais sem a lambança da corrupção generalizada no governo do pt sem opinião
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Honduras realiza eleições legítimas, dentro da lei, o que indica que as instituições fizeram a escolha pelo estado de direito. O isolamento do país começa a ser rompido: além de EUA, Colômbia e Peru, que já haviam anunciado a disposição de reconhecer o pleito, dizem agora que farão o mesmo se as eleições forem limpas os seguintes países: Costa Rica, Panamá, Canadá, Alemanha e Itália. E, nesse passo, o grupo vai crescer. Não custa lembrar de novo: mais uma derrota vexaminosa de Celso Amorim, o megalonanico, e seus filobolivarianos amestrados. Que Honduras siga firme no caminho democrático. Este pequeno e valente país derrotou o chavismo e porque nao dizer, o lulismo. Que a vigilância continue. A canalha não vai desistir. Certamente nesse nomento, os "gênios" do Itamaraty já estão buscando um modo de alegar algum fato novo para recuar. Como Mercadante, a rendiçao ja faz parte do seu cotidiano. Nao sao diplomatas. Sao humoristas trapalhoes. Afinal, no atual ritmo, daqui a pouco, o Brasil é que estará isolado. Ou melhor: em companhia da Vanezuela, da Bolívia e do Equador. Para quem pretende ser um dos líderes do planeta, companhias sem dúvida auspiciosas sem opinião
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