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Brasil
14/12/2008 - 10h24

Controle das fazendas de arroz já divide índios em Roraima

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LUCAS FERRAZ
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Passada a fase mais importante do julgamento da Raposa/Serra do Sol, com a sinalização do Supremo Tribunal Federal de manter a demarcação contínua e a saída dos arrozeiros da área, uma nova polêmica na terra indígena, inevitável pela tensão provocada pela disputa, coloca em lados opostos os próprios índios: o que fazer com os 25 mil hectares das fazendas de arroz e quem vão controlá-las.

A disputa envolve, de um lado, uma pequena minoria de índios, da Sodiur (Sociedade de Defesa dos Índios Unidos do Norte de Roraima), que trabalha ou tem ligações diretas com os arrozeiros, e, de outro, a ampla parcela que responde ao CIR (Conselho Indígena de Roraima), favorável à demarcação contínua.

A área das fazendas em disputa, correspondente a 1,5% dos 1,7 milhão de hectares da Raposa/Serra do Sol, ou 14 arquipélagos de Fernando de Noronha (PE), é avaliada pelos produtores em quase R$ 100 milhões.

Com equipamentos de última geração, algumas das fazendas têm até hangar para abastecer monomotores responsáveis pelo despejo de agrotóxicos nas plantações de arroz.
Líderes da Sodiur disseram à Folha que vão controlar as fazendas. Além da proximidade com os produtores, já que muitos trabalham ou têm parentes nas áreas, eles se julgam mais preparados para tocar os empreendimentos.

"Assim que eles [rizicultores] forem indenizados, vamos cair dentro [das fazendas]. Caso contrário, vai haver conflito. Tenho certeza disso", diz o tuxaua Adeíldo Barbosa, um dos lideres da entidade. Ele conta que a Sodiur tem mais de dez máquinas agrícolas disponíveis para a produção.

O macuxi Jacir José de Souza diz que os índios do CIR, organização a que pertence, têm, sim, condições de continuar a produção --e que também têm "máquinas".

"Eles [índios da Sodiur] contam com instrumentos do governo do Estado", afirma.

Jacir afirma que conversou com líderes da entidade rival para tentar um entendimento, dividindo as fazendas de modo que todos sejam contemplados. Mas ainda não há consenso entre todos eles.

Os rizicultores afirmam que os índios não têm condições de tocar a produção como ela é atualmente. "Já financiamos lavoura para eles, não foi para frente. Não posso subestimá-los, mas a experiência mostra que não houve sucesso", disse Nelson Itikawa, presidente da Associação dos Arrozeiros de Roraima.

Procurada, a Funai (Fundação Nacional do Índio) afirmou que não há um entendimento sobre o assunto.

Comentários dos leitores
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
É bom que Peru e Brasil tomem mais rapido possivel medidas duras para combater o narcotrafico,contrabando de armas, grupos de exterminios e etc,nas suas froteiras como é o caso da regiao do Alto Rio Solimoes esquecida pelo proprio estado brasileiro... sem opinião
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antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. 1 opinião
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tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
sem proteção os indios ficam a mercê de todos os perigos existentes na Amazonia.Agora as Farc tambem querem se aproveitar da fraqueza indigena. 2 opiniões
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