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Brasil
15/12/2008 - 13h06

Com concurso de moda, policiais do DF querem afastar imagem repressora

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GISELE LOBATO
NANCY DUTRA
colaboração para a Folha de S.Paulo

Para afastar a imagem de Polícia Militar como força repressora da ditadura, a Associação dos Oficiais da PM do Distrito Federal promoveu um concurso entre estudantes de moda de Brasília, que criaram novos modelos de fardas para a corporação.

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O desfile que contou com "looks" de gala e social feminino e masculino, batalhão masculino e para oficiais grávidas aconteceu em outubro, no Congresso Nacional de Oficiais Militares.

Alan Marques/Folha Imagem
A modelo Suzana Lustosa veste uniforme da polícia do Distrito Federal Federal
A modelo Suzana Lustosa veste uniforme da polícia do Distrito Federal Federal

"A farda é instrumento que impõe respeito, mas também pode distanciar as pessoas devido a um mecanismo psicológico que vem da ditadura", afirma o major Leobertino Lima Filho, presidente da associação.

Para o uniforme de rua, a estudante vencedora, Cristina Cardoso Vaz, 24, optou por manter a combinação de blusa cinza-claro e calça preta, mas usou tecidos mais leves para facilitar a movimentação e a absorção de calor. Para as mulheres, escolheu corte acinturado, "com inspiração nos anos 50 e 60".

Outros Estados também mudaram de visual sem apontar razões políticas. Os militares, no entanto, tiveram participação na história das fardas. Quando o regime reorganizou as polícias, tentou impor o azul-petróleo, mas não contou com adesão geral: alguns Estados mantiveram o tradicional cáqui.

Tocantins, fundado apenas em 1988, fala de retorno às origens quando explica sua adoção da cor, em 2004. Na Bahia, a retomada do cáqui -mais adequado ao calor- ocorreu em 1997.

No Amapá, um pelotão testou, em 2001, fardas azuis-claras em operações de rua e ouviu a opinião de 5.000 pessoas. Segundo o coronel Pedro Melquíades Lopes, o azul-petróleo não tinha boa receptividade.

Colaborou CLAUDIO DANTAS SEQUEIRA, da Reportagem Local

Comentários dos leitores
bruno oliva (1) 03/12/2009 11h02
bruno oliva (1) 03/12/2009 11h02
O ridículo e a demência é ver pessoas preocupadas em distrair a população ignorante com assuntos desses, enquanto outros estão aí a roubar.
Acredito que alguns assuntos do passado tenham que ser investigados, mas francamente, ninguém está a perceber que isso é golpe político contra o Maluf?!?!?
Bruno Oliva
sem opinião
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Breno Bacci (14) 29/11/2009 19h29
Breno Bacci (14) 29/11/2009 19h29
Sr. Alcides: "É triste ver estruturas publicas em vez de estarem cumprindo com suas funções de trabalharem para o bem estar social da Nação[...]"___________________Poderia, por gentileza, me explicar como combater a impunidade, ainda que de crimes cometidos há 40 anos atrás, é trabalhar contra o bem-estar social da Nação? A menos que o sr. considere que assassinato não seja crime - na minha opinião matar alguém é crime, seja guerrilheiro do Araguaia ou seja capitão do exército. Na minha análise subjetiva, no entanto, quando o autor do crime ocupa um cargo público que deveria zelar pela nossa segurança, isso seria um agravante - e acredito que o Código Penal compartilha essa minha visão. Não me incomodo se ambos os lados da luta da ditadura receberem a mesma pena, embora ache que os amiguinhos da Junta deveriam ser punidos mais severamente. Afinal, a motivação deles foi receber propina da CIA anti-comunista. A dos guerrilheiros era uma sociedade mais igualitária - ainda que o Lula agore nos prove que era tudo história pra boi dormir. Nem faço tanta questão de cadeia. Afinal, acredito que o povo brasileiro teria muito mais a ganhar se a Eucatex do sr. Maluf fosse substituída por uma empresa cujo dono não tenha ajudado a acorbertar "desaperecimentos" políticos. Não vejo como recompensar a violência e o extermínio da liberdade de expressão possa ser benéfico para a massa pobre do nosso país. Ao tapar os olhos, quem sai ganhando? 1 opinião
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Elias inácio (23) 29/11/2009 11h25
Elias inácio (23) 29/11/2009 11h25
Se punir todos os culpados,terão de construír muitos presídios.
Agora, porque so Maluf, e, Tuma.
sem opinião
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