TJ-ES emprega parentes de 17 juízes; veja organograma das relações sangüíneas
FELIPE SELIGMAN
da Folha de S.Paulo, em Brasília
Dezessete dos 24 desembargadores do TJ-ES (Tribunal de Justiça do Espirito Santo) possuem parentes de primeiro grau trabalhando na Corte, segundo diagrama do Ministério Público Federal elaborado durante as investigações da Operação Naufrágio, que foi deflagrada pela Polícia Federal na semana passada.
Veja organograma das relações de parentesco do TJ-ES
Na operação foram presos o então presidente do TJ-ES, Frederico Guilherme Pimentel, e outras seis pessoas --entre elas os desembargadores Elpídio José Duque e Josenider Varejão Tavares-- suspeitas de participar de um esquema de venda de decisões judiciais.
Os juízes presos estão na lista do Ministério Público que mapeou as "relações de parentesco e afinidade" encontradas no TJ. Dois dos três magistrados presos têm mais de um filho trabalhando no TJ-ES, em cargos comissionados ou posições que precisam de aprovação em concurso público.
Denúncia
O Ministério Público Federal, por meio do subprocurador-geral da República Carlos Vasconcelos, estuda oferecer denúncia contra os magistrados presos no Espírito Santo pela suposta venda e tráfico de sentenças. Na semana passada, a Polícia Federal prendeu seis pessoas --três desembargadores, dois advogados, um juiz e uma funcionária do Tribunal de Justiça do Espírito Santo-- durante a Operação Naufrágio. Entre os presos estava o presidente do TJ-ES, Frederico Guilherme Pimentel.
A ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Laurita Vaz revogou a prisão de todos eles após a fase de tomada de depoimentos e coleta de provas. Todos já foram soltos.
De acordo com o Ministério Público Federal, há três hipóteses possíveis para o caso: oferecimento de denúncia contra os investigados --todos ou apenas alguns--, requisição de novas diligências ou pedido de arquivamento do inquérito.
A Procuradoria informa que durante as investigações surgiram indícios de fraudes em concursos públicos da Justiça capixaba, além de nepotismo no TJ-ES.
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O ministro Joaquim Barbosa renunciou ao TSE e não ao Supremo Tribunal Federal.
E ainda falam muitas bobagens. A justiça não de ser feita pela força da opinião publica e sim pelos ditames da Constituição Federal. Nos meus 64 anos não existe maior maria-vai-com-as-outras do que pseudos intelectuais que parecem não ter poder de raciocinio próprio.
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