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Brasil
15/12/2008 - 20h45

TJ-ES anuncia medidas para combater venda de sentenças

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VINÍCIUS BAPTISTA
Colaboração para a Agência Folha, em Vitória
CÍNTIA ACAYABA
da Agência Folha

O Tribunal de Justiça do Espírito Santo anunciou nesta segunda-feira novas medidas contra o suposto esquema de venda de sentenças judiciais e contra as denúncias de nepotismo.

Uma delas pretende rever processos em varas citadas no inquérito da Operação Naufrágio, que resultou na prisão de oito pessoas, entre elas, o presidente do TJ, Frederico Pimentel, que foi afastado do cargo no primeiro pacote de mudanças do órgão, na semana passada.

O anúncio das novas medidas ocorreu após a primeira sessão do plenário depois da soltura dos presos na operação, hoje à tarde. Nenhum dos três desembargadores presos --Pimentel, Elpídio José Duque e Josenider Varejão Tavares-- compareceu.

Depois de duas horas reunido, a portas fechadas, com 21 desembargadores que formam o pleno do TJ, o presidente interino do órgão, desembargador Álvaro Bourguignon anunciou as mudanças.

Ele informou que será feita uma correição em varas da Grande Vitória citadas no inquérito que tramita no STJ (Superior Tribunal de Justiça). "É um procedimento padrão, feito pela corregedoria. É uma verificação, uma fiscalização que se faz para identificar as razões pelas quais um determinado processo ou procedimento não chegou ao seu fim no termo acordado", disse.

Outra medida diz respeito aos servidores que possuem qualquer grau de parentesco com juizes ou desembargadores. A partir de agora, eles estão proibidos de manusear ou de participar de qualquer processo que será analisados por familiares. "Isso não é um atestado de desconfiança nos servidores. Todos nós somos presumivelmente honestos, mas não basta ser, é preciso parecer ser", afirmou Bourguignon. Dezessete dos 24 desembargadores possuem parentes de primeiro grau trabalhando na Corte, segundo Ministério Público Federal.

A partir de agora, todos os concursos para o Judiciário capixaba serão terceirizados, e não apenas para o cargo de juiz de direito, como foi anunciado na última quinta-feira.

Os desembargadores também decidiram afastar da função de ouvidor do TJ o desembargador Elpídio Duque, um dos presos pela PF. Entretanto, caberá ao STJ ou ao Conselho Nacional de Justiça decidir sobre o afastamento dos três magistrados dos cargos. O presidente interino também disse que ainda é cedo para decidir sobre uma possível nova eleição para a presidência da Casa.

O corregedor do TJ, desembargador Rômulo Taddei, que retornou das férias hoje, anunciou que abriu procedimento administrativo contra o juiz Frederico Schaider Pimentel, filho do desembargador Pimentel e também preso pela PF para apurar as suspeitas contra ele e que pode levar ao afastamento do cargo.

Comentários dos leitores
Marcio Fontes (21) 18/12/2009 15h59
Marcio Fontes (21) 18/12/2009 15h59
O Sr. Gilmar Mendes deveria fazer mais pelo Estado brasileiro do que vem falando, vemos quase que diariamente corrupção, desmando, abuso de poder e outros penduricalhos e ele vem salvando as autoridades a todo custo. Rabo preso é isso que dá. sem opinião
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jucelino kopeski (223) 17/12/2009 11h53
jucelino kopeski (223) 17/12/2009 11h53
Sugestão de reportagem :onde estão os dois primeiros colocados atualmente daqueles concursos para juiz que o Ministro levou bomba. sem opinião
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Alcides Emanuelli (1973) 15/12/2009 23h07
Alcides Emanuelli (1973) 15/12/2009 23h07
Esse é o perfil de nossos homens publicos, são governadores e ministros se agredindo com palavras de baixo calão, com ofensas morais de ambas as partes.
No Parlamento eles se agredem sem saber o que estão fazendo, sai palavra e ofensas para todos os lados, é Sarney que briga pelo poder com seus adversários, é o color com a fisonomia transforma e transtornado agredindo violentamente e mandando o Pedro Simon digerir suas palavras, é sem limites mesmo os limetes da ética, mas eles estão ai mesmo, sempre reeleitos, sempre no Poder e do poder não fazendo nada para o povo e sim de acordo com seus interesses.
O que eles aprovam, mais 8000 mil vagas para 8000 mil malandros nas casas legislativas das cidades.
É a liberação da obstrução que a ficha suja poderia gerar na impossibilidades de se candidatarem, eles não aprovaram agora o cara pode ser ladrão devedor de todos os lados que pode ser candidato e o povo coitado sempre esperando por seriedade, honestidade e ética.
Antes eles até que falavam nisso, mas o tempo foi passando e eles esqueceram que existe algo como ética e moral na vida de um cidadão
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