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Brasil
16/12/2008 - 20h27

Walter Brito diz que STF cometeu "equívoco" ao decidir que ele deve deixar o cargo

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O deputado Walter Brito (PRB-PB) disse nesta terça-feira que vai apelar ao STF (Supremo Tribunal Federal) ajuizando novos embargos declaratórios e também à Mesa Diretora da Câmara para continuar no mandato. Brito Neto afirmou que a Suprema Corte cometeu um "equívoco" ao decidir que ele tem de deixar o cargo. Segundo o deputado, a decisão da Justiça Eleitoral cria "ditadura" de partido ao fixar prazos para a troca de legendas.

"Não cometi nenhum ato ilícito. [Troquei de partido] Porque passei a ter uma convivência insuportável com meu antigo partido [DEM]. Os partidos deliberam sem a concordância de seus filiados e nós não podemos mudar de partido? A gente está criando uma espécie de ditadura de partidos. O senhor do mandato é o povo", disse ele.

Mais uma vez, Brito Neto justificou o fato de ter trocado o DEM pelo PRB fora dos prazos permitidos pela Justiça Eleitoral. Para o deputado, o STF deve reconsiderar eventuais "erros" do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

"Acho que houve um equívoco, mas acho que o Supremo deverá reconsiderar alguns erros praticados pelo TSE, como é o caso de quando eu mudei de partido, eu não estava no mandato de deputado federal, eu era suplente e exercia o mandato de vereador", afirmou.

Brito afirmou que pretende apelar à Mesa Diretora da Câmara para que acate a eventual decisão do STF apenas depois de publicado o acórdão.

O deputado se refere ao julgamento do recurso ajuizado pelo PRB para que possa manter seu mandato federal e continuar na Câmara. Nesta terça-feira, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que vai aguardar o julgamento desta ação para decidir sobre o futuro de Brito Neto na Casa.

"O que está se garantindo é o direito de defesa. Essa foi a orientação da CCJ [Comissão de Constituição e Justiça]", disse o presidente da Câmara.

Chinaglia disse ter conversado hoje com o presidente do STF, Gilmar Mendes, que informou que até sexta-feira será julgado o recurso encaminhado pelo PRB pela preservação do mandato Walter Brito.

Na tarde de hoje, a Segunda Turma do STF, que é integrada por quatro ministros da Suprema Corte, decidiu que Walter Brito deve deixar imediatamente a cadeira na Câmara.

Segundo Chinaglia, haverá uma reunião da Mesa Diretora da Câmara na próxima quinta-feira para discutir uma série de assuntos e a questão de Walter Brito. No entanto, o assunto só será colocado em pauta se houver o julgamento no STF.

Brito trocou o DEM pelo PRB fora dos prazos fixados pelo TSE. Ele alegou que era perseguido pelo DEM da Paraíba.

O DEM entrou com mandado de segurança no STF pedindo que o suplente assuma a vaga de Walter Brito. O partido se baseou no princípio da fidelidade partidária --que entende que os mandatos pertencem aos partidos, e não aos políticos eleitos.

A resolução do TSE determina que deputados federais e estaduais, além de vereadores que mudaram de partido depois de 27 de março de 2007, e senadores, após 16 de outubro do mesmo ano, sejam obrigados a devolver os mandatos para os partidos que os elegeram.

Comentários dos leitores
Valter Souza (74) 25/11/2009 14h16
Valter Souza (74) 25/11/2009 14h16
O povo de São Paulo vota em pessimos politicos devido a má educação das escolas públicas e vou dizer também privadas deste estado!!! sem opinião
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Quando só existia Arena e MDB, poderíamos atribuir a legenda os votos dos candidatos ou seja, ou situação ou oposição, para depois sim, vir o nome da pessoa escolhida dentro de cada situação. Mais nos dias de hoje em que, existem um número imensurável de siglas partidárias, regimentos internos e ideologias, que ninguém sabe decifrar ou conhecer, as siglas ficam em segundo plano ou seja, o candidato é que faz a sigla e não o inverso. Podemos citar o caso de nosso Presidente, o que é famoso o Presidente Lula ou a sigla PT?. Devlver os cargos é sinal de clareza e onhecimento em discernir sigla de candidato. O MP precisa interpretar melhor esta diferená nos dias de hoje. sem opinião
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Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. 3 opiniões
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