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Brasil
17/12/2008 - 11h38

Chinaglia diz que vai esperar decisão do STF para dar posse a suplente de deputado infiel

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RENATA GIRALDI
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta quarta-feira que não recebeu intimação alguma do STF (Supremo Tribunal Federal) para substituir o deputado Walter Brito (PRB-PB) por seu suplente Major Fábio (DEM-PB).

O petista disse que segue a orientação do presidente do STF, Gilmar Mendes, e da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

"Não quero transferir nenhuma interpretação. Mas se o próprio presidente do Supremo tem a gentileza de me informar que foi julgado o recurso do deputado e ele perdeu, e que falta o julgamento do último recurso que diz respeito à ação partidária, eu penso que a nossa atitude está rigorosamente compatível com a compreensão do presidente do Supremo Tribunal Federal. Essa é a minha interpretação", afirmou Chinaglia.

"Falta é um recurso que deverá ser julgado hoje no Supremo, é o que nós fomos orientamos a fazer [aguardar o julgamento], portanto, eu não vou me orientar pelo noticiário, ainda que leve em conta. De qualquer maneira, não recebi nenhum comunicado neste sentido", reiterou.

A expectativa é que a Suprema Corte julgue ainda hoje um recurso ajuizado pelo PRB para que Walter Brito seja mantido na Câmara, afastando a hipótese de substituí-lo pelo suplente.

Ontem à tarde, a Segunda Turma do STF decidiu que Walter Brito deve deixar imediatamente a cadeira na Câmara dos Deputados. O caso é considerado emblemático, já que o deputado trocou o DEM pelo PRB fora dos prazos fixados pelo TSE. Walter Brito alegou que era perseguido pelo DEM da Paraíba.

Chinaglia marcou para amanhã reunião da Mesa Diretora da Câmara para discutir uma série de assuntos e a questão de Walter Brito, mas o assunto só será colocado em pauta se ocorrer o julgamento no STF.

Parâmetros

Para Chinaglia, o caso de Walter Brito servirá de referência para situações semelhantes que ocorrerem na Câmara.

"Sem dúvida abrirá jurisprudência para outras situações. Aqui na Casa existe uma tradição, desde sempre, que as decisões do presidente em questões de ordem, ritos processuais e de Mesa Diretora, aquilo cria um paradigma, uma referência", disse.

Resolução do TSE determina que deputados federais e estaduais, além de vereadores que mudaram de partido depois de 27 de março de 2007, e senadores, após 16 de outubro do mesmo ano, sejam obrigados a devolver os mandatos para os partidos que os elegeram.

Quimono

Chinaglia tratou do caso de Walter Brito no intervalo de uma cerimônia em homenagem ao centenário da imigração japonesa no Brasil.

O presidente da Câmara e um grupo de deputados não-descendentes de japoneses vestiram quimonos e participaram das homenagens aos ancestrais dos presentes, incluindo a inauguração de uma obra de arte em origami.

A obra de arte foi confeccionada com pequenos pedaços nos quais foram escritos os desejos de várias pessoas, inclusive do próprio Chinaglia. O presidente da Câmara, no entanto, disse que não se lembrava o que havia escrito no papel.

Comentários dos leitores
Valter Souza (70) 25/11/2009 14h16
Valter Souza (70) 25/11/2009 14h16
O povo de São Paulo vota em pessimos politicos devido a má educação das escolas públicas e vou dizer também privadas deste estado!!! sem opinião
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Quando só existia Arena e MDB, poderíamos atribuir a legenda os votos dos candidatos ou seja, ou situação ou oposição, para depois sim, vir o nome da pessoa escolhida dentro de cada situação. Mais nos dias de hoje em que, existem um número imensurável de siglas partidárias, regimentos internos e ideologias, que ninguém sabe decifrar ou conhecer, as siglas ficam em segundo plano ou seja, o candidato é que faz a sigla e não o inverso. Podemos citar o caso de nosso Presidente, o que é famoso o Presidente Lula ou a sigla PT?. Devlver os cargos é sinal de clareza e onhecimento em discernir sigla de candidato. O MP precisa interpretar melhor esta diferená nos dias de hoje. sem opinião
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Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. 3 opiniões
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