União terá de devolver documento a cabo Anselmo
LUCAS FERRAZ
da Folha de S.Paulo, em Brasília
Após viver 44 anos na clandestinidade e sem documentos oficiais, Cabo Anselmo poderá voltar a ser José Anselmo dos Santos, nome de batismo do homem responsável pela rebelião dos marinheiros, em março de 64, que apressou a deposição do então presidente João Goulart e o início da ditadura.
A 8ª Vara da Justiça Federal de São Paulo concedeu anteontem liminar para que a União forneça a Anselmo sua certidão de nascimento, em poder da Marinha desde sua expulsão da corporação, também em 64. Assim que notificada, a União terá cinco dias para apresentar o documento ou uma justificativa para não fazê-lo.
A decisão permitirá ainda que José Anselmo --que vive clandestinamente no interior do Piauí- volte a ter carteira de identidade e CPF, o que ele não possui desde a sua prisão, em 1964, quando também foi cassado pelo AI-1.
Sem os documentos, o ex-marinheiro de 67 anos, que alega ser o único brasileiro não beneficiado pela Lei de Anistia, não pode freqüentar o SUS (Sistema Único de Saúde), por exemplo, nem ter telefone em seu nome ou abrir crediário.
Odiado tanto à esquerda quanto à direita, José Anselmo dos Santos é figura emblemática dos 21 anos de ditadura.
Antes de mudar de lado, combateu o regime ao integrar organizações como a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e o MNR (Movimento Nacionalista Revolucionário), esta liderada por Leonel Brizola. Foi o ex-governador gaúcho que intermediou a ida de Anselmo a Cuba para aprender táticas de guerrilha.
Também foi informante dos quadros da repressão, como no Dops (Departamento de Ordem Política e Social), em São Paulo. Ao ser preso em 1971, tornou-se informante do serviço de repressão. "Concederam-me a oportunidade de sobreviver", disse ao jornalista Percival de Souza no livro "Eu, Cabo Anselmo".
A defesa do ex-marinheiro entrou com mandado de segurança com pedido de liminar na Justiça no início deste mês após tentar por quatro anos a sua identidade na Comissão de Anistia, do Ministério da Justiça, onde protocolou em 2004 processo em que pede ainda reparação do Estado. A comissão, que previa julgar o caso neste ano, deve fazê-lo no primeiro semestre de 2009.
Há cópia da certidão do ex-marinheiro no 8º Distrito Naval da Marinha, solicitada diversas vezes pela defesa, sem sucesso. Houve tentativa também de reintegrá-lo à corporação, que nem resposta deu, segundo o advogado Luciano Blandy. "Entramos na Justiça porque não tivemos resposta. Ele ainda é um perseguido."
E o cartório no qual foi registrado, em Itaporanga D'Ajuda (SE), pegou fogo há alguns anos com todos os seus registros, afirma o advogado. Procurado, o 8º Distrito Naval diz desconhecer "as alegações relativas aos referidos documentos".
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Como é delicioso constatar a incompetência destes comunas de araque.
Felizmente para a Nação Brasileira foram e continuam incompetentes.
Imaginem que após tanto barulho e dinheiro do povo gasto não conseguiu nenhum resultado e agora quer ajuda.
Militante da Ação Libertadora Nacional (ALN) e rezando pelo minimanual do terrorista Carlos Marighela, Paulo Vannuchi deve aceitar a anistia como perdão aos erros cometidos por todos nós. Deve deixar de tramar contra a lei e a ordem.
Deve lembrar-se que direitos humanos não são primazia de comunistas criminosos.
Ministro abra os jornais e veja quanta gente morre e é enxovalhada no Brasil por incúria do Estado, esse mesmo Estado que você representa.
Se você não é capaz de entender a verdadeira razão de ser do cargo a que lhe investiram, demita-se.
Deixe de bazófia e vá à busca dos verdadeiros direitos humanos. Há muita coisa a ser feita, igualistarista de araque.
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