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Brasil
19/12/2008 - 12h14

Chinaglia nega retaliação e diz que vai cobrar Senado sobre MP da Filantropia

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MARCIO FALCÃO
colaboração para a Folha Online, em Brasília

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta sexta-feira que vai cobrar um esclarecimento do Senado sobre a situação da medida provisória 446, que trata da certificação de entidades filantrópicas.

Chinaglia quer ter acesso ao parecer jurídico da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado que analisou a legalidade do ato do presidente da Casa, Garibaldi Alves (PMDB-RN), de devolver a medida.

No entendimento do petista, como foi um ato político, a MP ainda está valendo e pode prejudicar os trabalhos da Câmara em 2009, uma vez que ainda está em vigência e passa a trancar os trabalhos na Câmara.

"Se a MP ainda tem validade, portanto a devolução não alterou o trâmite, ela deveria ter chegado à Câmara no 15º dia. A preocupação regimental é que se nós votarmos qualquer outra matéria na Câmara e depois essa MP teve vigência, tudo o que for votado pode perder a validade. A assessoria da Casa é que levantou essa hipótese", afirmou o presidente da Câmara.

De acordo com a Consultoria Legislativa da Câmara, Garibaldi não poderia ter devolvido a MP. "Segundo análise da Câmara, a MP não poderia ser devolvida. Quero que o Senado passe a cópia do parecer jurídico. Se não vem, está devolvido ou não? Como gesto simbólico político, aplausos, mas enquanto produção de processo legislativo, do ponto de vista de eficácia, eu tenho dúvidas", disse.

Chinaglia questionou a falta de um posicionamento da CCJ do Senado que não apresentou seu parecer sobre o recurso impetrado pelo líder do governo naquela Casa, senador Romero Jucá (PMDB-RR). A medida pedia uma avaliação jurídica sobre a decisão de Garibaldi.

Retaliação

O presidente da Câmara negou que o impedimento da promulgação da PEC dos Vereadores pela Mesa Diretora tenha sido uma retaliação da Casa por não ter sido consultada sobre a devolução de Garibaldi

"Quero aproveitar para espancar a tese de que a atitude da Mesa seria uma retaliação da Câmara à devolução da MP. Nesse nível, não dá pra discutir. Não tem nada a ver uma coisa com a outra", considerou.

Depois da manobra de Garibaldi, o governo tentou contornar a situação e apresentou um projeto criado para substituir a MP da Filantropia. O projeto chegou a tramitar na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, mas teve a votação adiada por um pedido de vista.

A polêmica em torno da MP surgiu porque o texto renovava automaticamente dos pedidos de renovação de certificados de filantropia pendentes no Conselho Nacional de Assistência Social. A medida recai sobre as 2.274 entidades filantrópicas que atuam nas áreas de assistência social, saúde e educação, mas estavam em situação irregular junto à Receita Federal e receberiam uma anistia fiscal do governo calculada em R$ 2 bilhões.

Comentários dos leitores
Antonio Fouto Dias (2733) 13/11/2009 16h11
Antonio Fouto Dias (2733) 13/11/2009 16h11
Legislativo brasileiro:
Senado: 03 senadores por Estado
Câmara Federal: 513 deputados federais;
Camaras Municipais: mínimo de 9 e máximo de 55 vereadores.
Até o golpe militar de 64, o senado tinha como representação 02 senadores por estado, e o governo militar criou a chamado senador biônico, cuja vaga se tornou permanente, passando a 03 a repersentação de cada estado.
Como deveria ser, segundo a manifestação de boa parte da população brasileira:
Senado retorno a 02 representantes por Estado;
Câmara federal: redução proporcional à do senado, o que faria que dos 513 caísse para 341 e este número deveria ser fixo, mesmo com a criação de novos estados futuramente.
Câmaras Municipais o mínimo de nove permaneceria, no entanto o máximo cairia de 55 para 39 ou 41 com uma justa distribuição do número para cada município, segundo sua população.
Existem pessoas, inclusive no meio político que defendem a convocação de uma assembléia constituinde independente e julgo que essa seria a única forma de saída para que aconteçam as reformas tão necessárias, como a eleitoral, tributária, da previdência entre outras.
Os membros dessa assembléia constituinte não poderiam ter vínculo com nenhum partido e nem poder participar de eleições futuras por um determinado tempo.
Além da elaboração de uma nova constituição mais atual, também elaborariam a legislação complementar, pois os atuais parlamentares além de não terem condições para isso, estão muito comprometidos com a política atual.
sem opinião
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milton spina (21) 12/11/2009 23h54
milton spina (21) 12/11/2009 23h54
Quem foi eleito com voto popular o irmão do ministro em marilia ou o ministro stf?
acordammmmmmmmmmmmmmm.
Democracia e aquele eleito pelo voto popular.
esses suplentes foram votados sim.
e os deputados e senadores foram eleitos pelo voto popular??
cadê a democracia.
entrega o país aos ministro do stf.
sem opinião
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milton spina (21) 12/11/2009 23h48
milton spina (21) 12/11/2009 23h48
Oito ,esses são os poderosos do país, stf, vamos fechar a camara e congresso já.
Quem foram eleitos os ministros do stf ou homens e mulheres quem estão na Câmara e no Con gresso.
Os suplentes foram eleitos sim.
Com votos populares.
Quantos votos popular teve esses ministros pra desidir
a vida de uma nação.
rasgue a constituição.
feche a camara e o congresso.
entrega o país para os burocratas que dizem entendidos .
se vale pra 2012. vale também para 2008.
acorda deputados .............
acordem senadores................
a vitima e a sociedade brasileira.
voltamos a era da ditadura.
poucos decidem por muitos.
2 opiniões
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