Brasil
25/12/2008 - 10h01

Após concurso, parentes de juízes trocam vaga no interior pelo TJ-ES

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CÍNTIA ACAYABA
da Agência Folha
VINÍCIUS BAPTISTA
colaboração para a Agência Folha, em Vitória

Familiares de desembargadores do Tribunal de Justiça do Espírito Santo são aprovados em concursos para comarcas do interior do Estado e depois conseguem um cargo para atuar no órgão em Vitória, onde seus parentes trabalham. Os locais de origem desses servidores acabam desfalcados.

Após o Ministério Público Federal revelar que 17 dos 24 desembargadores têm parentes trabalhando na corte, magistrados alegaram que eles são concursados. Mas em ao menos três casos confirmados pela Folha parentes passaram em concursos para atuar em comarca do interior, e não no TJ.

No juizado especial cível de Guarapari (64 km de Vitória), o juiz Roberto Santos afirma que ficou sem quatro funcionários, dois deles parentes de desembargadores, que foram convidados para atuar no TJ ou em outro local. Segundo ele, esses funcionários passaram em concursos para a terceira entrância, mas atuam no TJ, que é segunda instância.

Santos afirma que os servidores Hugo Ferreira Coelho, genro de desembargador, e Bárbara Sarcinelli, cunhada de Frederico Pimentel, presidente afastado do TJ (os dois últimos presos pela PF), foram convocados para atuar no juizado, mas nunca trabalharam lá.

Segundo o TJ, Coelho ocupa um cargo comissionado no Centro de Processamento de Dados da Corregedoria Geral da Justiça, e Sarcinelli, que atuava no setor de distribuição de processos do TJ, foi exonerada do cargo. Roberta Rabelo, chefe-de-gabinete do presidente do TJ e filha do desembargador Manoel Rabelo, afirmou à Folha que passou em um concurso para Guarapari. "Sou chefe-de-gabinete há três anos. Nunca atuei em Guarapari."

Na lista da Procuradoria é possível identificar pelo menos 14 oficiais de Justiça que possuem algum grau de parentesco com algum desembargador. Todos são concursados, mas, segundo o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do ES, a maioria não trabalha nas ruas, e sim em gabinetes.

O TJ informou que os concursos são abertos para as respectivas entrâncias do Judiciário. Segundo a Casa, existe previsão legal que permite que servidor concursado em determinada entrância atue em outra. Coelho não se manifestou e Sarcinelli não foi localizada.

Comentários dos leitores
Manoel Ferreira Jr (10) 12/11/2009 17h46
Manoel Ferreira Jr (10) 12/11/2009 17h46
Finalmente iniciaram um debate do mais alto interesse nacional! E parecem ter ido a um ponto crucial. A mais alta corte da justica brasileira nao pode mais ter a sua definicao a partir de conjunturas passageiras que podem lhe comprometer a isencao. sem opinião
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joão nascimento (178) 04/11/2009 17h19
joão nascimento (178) 04/11/2009 17h19
tofolli no stf pt esta com tudo para provocar mais um escandalo nacional e so esperar para ver ja começou bem dinheirinho pra ca dinheirinha pra la so pra festa tudo e festa para o pt e o povo como dizia chico anisio que se dane 4 opiniões
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Elza Miranda Cardoso (253) 04/11/2009 15h17
Elza Miranda Cardoso (253) 04/11/2009 15h17
GENIAL!!!!
AMANHÁ, QUANDO TIVER QUE "JULGAR" ALGUM INTERESSE DA CEF -CAIXA ECONOMICA FEDERAL, É CLARO, O FARÁ COM TOTAL "ISENÇÁO"...ahahahah...
HÁ TEMPOS ATRÁS, SE UM SIMPLES FUNCIONÁRIO RECEBIA UMA CAIXA DE BOMBONS, EM AGRADECIMENTO POR QUALQUER SIMPLES GENTILEZA,PODIA SER ACUSADO DE "PECULATO"...
MAS ELES... AH! A ELES TUDO É PERMITIDO , TUDO É PERDOADO....
BASTA DE TENTAR NOS TRATAR COMO TOLOS!
ESTAS "OTORIDADES" NOS TRATAM COMO SE TRATA UMA CRIANÇA IGNORANTE.
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