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Brasil
30/12/2008 - 08h49

Após exoneração de Lacerda, Abin pressiona para indicar novo diretor

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FERNANDA ODILLA
da Folha de S.Paulo, em Brasília

A disputa pela diretoria-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) começou antes mesmo de a exoneração de Paulo Lacerda ser publicada. Quatro nomes disputam o cargo. Mas, para assumir, o novo chefe da agência precisa ser sabatinado pelo Congresso, que só retoma as atividades no dia 2 de fevereiro.

17.set.2008/Folha Imagem
Lula afastou Lacerda e a cúpula da Abin após denúncias de grampos ilegais
Lula afastou Lacerda e a cúpula da Abin após denúncias de grampos ilegais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem um mês para decidir o nome do novo diretor. Internamente, há pressão para que seja escolhido um funcionário da própria Abin.

"Há uma ansiedade para que o presidente opte por um oficial de inteligência. Já foram testados dois delegados --um da Polícia Civil e outro da Federal-- e não deu certo", afirma Robson Vignoli, presidente da Asbin (Associação dos Servidores da Abin). Ele se refere aos ex-diretores Mauro Marcelo e Paulo Lacerda.

Na lista de preferência dos servidores estão os oficiais Luiz Alberto Salaberry, diretor de Inteligência Estratégica, e Ronaldo Belham, diretor da Divisão de Pessoal. Os dois são oriundos do SNI (Serviço Nacional de Informações). Belham, contudo, representa uma ala ligada a militares, e Salaberry teria falhado ao não antever as vaias contra Lula na abertura dos Jogos Pan-Americanos do ano passado.

Também oficial de inteligência, Wilson Trezza, que desde o afastamento de Lacerda ocupa interinamente a direção-geral da agência, não deve ser efetivado. Pesa contra o secretário de Planejamento e Orçamento da Abin o fato de ele já ter trabalhado em fundação da Brasil Telecom durante a gestão do banqueiro Daniel Dantas.

Apoio de Felix

Outro nome cotado pelo Palácio do Planalto é o do atual secretário-adjunto de Acompanhamento e Estudos Institucionais do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), José Antônio Macedo Soares.

Embaixador de formação, há mais de dez anos está longe de cargos na chancelaria. Ainda assim, é quem mais encontra resistência dentro da própria agência, apesar de contar com a confiança e o apoio do general Jorge Felix, chefe do GSI.

O quarto candidato não tem apoio do GSI, por manter relações políticas com diferentes partidos. Filiado ao PTB e concursado da Abin, Christian Schneider comanda hoje a Secretaria de Desenvolvimento do Centro-Oeste do Ministério da Integração Nacional.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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