Brasil
31/12/2008 - 10h09

General Felix critica o envio de dados de Daniel Dantas aos EUA

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da Folha Online

Reportagem de Fernanda Odilla, publicada na edição de hoje da Folha (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL), informa que o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Jorge Felix, criticou a decisão da Justiça brasileira de pedir ajuda aos Estados Unidos para quebrar senhas de discos rígidos de computadores do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity. Os discos rígidos foram apreendidos pela Polícia Federal durante a Operação Satiagraha, que investiga supostos crimes financeiros atribuídos a Dantas.

Felix disse à Folha que "ninguém acha estranho que o FBI ou a CIA tomem conhecimento de uma coisa que a Abin não pode". "Não dá para entender. A Abin não pode compartilhar aquilo que a PF apura, mas mandam para o FBI ou para CIA?", disse.

Ele também voltou a defender a necessidade de parceria entre PF e Abin (Agência Brasileira de Inteligência). A participação da Abin na Satiagraha foi criticada e foi um dos motivos do afastamento de Paulo Lacerda da direção geral da agência.

Por lei, a Abin é proibida de fazer escutas. Por isso, de acordo com a reportagem, é alvo de inquérito da PF que apura o suposto grampo com o diálogo entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). A reportagem informa que há a suspeita de que um agente da Abin tenha vazado a transcrição da conversa.

Discos rígidos

Na semana passada, o juiz da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, Fausto De Sanctis, autorizou o envio, para os EUA, dos discos rígidos apreendidos pela PF na casa de Dantas.

De acordo com reportagem da Folha, os HDs são dotados de sistema de criptografia reforçada cujo código não pôde ser quebrado pelo INC (Instituto Nacional de Criminalística) da PF. O conteúdo dos HDs continua uma incógnita.

Leia a íntegra da reportagem na edição da Folha desta quarta-feira, que já está nas bancas.

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Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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