Publicidade

Publicidade
Brasil
01/01/2009 - 09h39

Eduardo Paes assume no Rio e já prevê ano "duro" em 2009

Publicidade

DENISE MENCHEN
SERGIO TORRES
da Folha de S.Paulo, no Rio

Eduardo Paes (PMDB), 39, assume hoje a Prefeitura do Rio anunciando "medidas de ajuste" no Orçamento e prevendo "um ano duro" para o carioca.

A presença de seu antecessor e um dos responsáveis por lançá-lo na vida política, Cesar Maia, 63, não foi confirmada na cerimônia de posse, a partir das 10h, na Câmara Municipal, nem na transmissão do cargo, às 16h, no Palácio da Cidade, sede social da prefeitura.

À Folha, Maia afirmou: "A prefeitura ainda não recebeu os convites". Paes disse que o antecessor chegou a sugerir duas possibilidades de encontro para a transmissão do cargo - um café da manhã antes da posse na Câmara ou uma cerimônia na Cidade da Música. As propostas não foram aceitas.

Indicado pelo governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) para a disputa municipal, inicialmente à revelia do partido, Paes torna-se prefeito com a promessa de mudanças, de obras e de união entre os governantes. Cabral Filho conseguiu até o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na campanha e neste início de governo. Lula tinha aversão a Paes, que, quando no PSDB, atuara na CPI dos Correios.

O novo prefeito assume com o primeiro escalão reduzido em relação à gestão Maia. Serão 22 secretarias, quatro a menos. Ele reduziu ainda de 18 para seis o número de subprefeitos, que foram orientados a não disputar cargos políticos.

Representações regionais do governo municipal, as subprefeituras estão na origem política de Paes e de alguns de seus principais auxiliares. Esse governo terá como uma de suas marcas iniciais a volta ao poder municipal de um grupo de jovens políticos que começou a trabalhar na prefeitura levados justamente por Cesar Maia.

Paes é o expoente dessa geração. Na primeira gestão de Maia, de 1993 a 1996, aos 23 anos, ocupou o cargo de subprefeito da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, bairros importantes da zona oeste. A partir daí, passou a disputar eleições, quase sempre com sucesso.

Durante anos, Paes foi considerado o principal discípulo de Maia, aquele que seria seu herdeiro político. Até que desavenças, ainda hoje não-esclarecidas, os afastaram. Na campanha, Paes atacou com dureza e se afastou do ex-guru.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
avalie fechar
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
avalie fechar
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (8158)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca