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Brasil
06/01/2009 - 10h25

Câmara empossa 10 suplentes de deputados que viraram prefeitos ou vices

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da Folha Online, em Brasília

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), vai dar posse nesta terça-feira a dez novos deputados --todos suplentes que vão substituir parlamentares que desde 1º de janeiro trocaram um gabinete no Congresso pelo comando de uma prefeitura.

Ao todo, 16 deputados abriram mão do cargo para comandar um município e outros dois vão assumir uma vice-prefeitura, mas como oito suplentes já haviam assumido o mandato dos titulares em algum momento desta legislatura, ficam dispensados da cerimônia de posse.

O resultado das eleições municipais de 2008 trouxe poucos efeitos para a relação de forças entre governo e oposição no Congresso. A base aliada perdeu para os oposicionistas apenas dois votos. Chama atenção, no entanto, que, entre os 14 partidos governistas, algumas bancadas cresceram e outras encolheram. Como na suplência vale o mais votado da coligação que elegeu o deputado para a vaga, os quadros dos partidos no Congresso também apresentam reflexo das eleições.

O PTB foi quem mais lucrou. Ganhou três vagas e soma 22 deputados. O DEM vai passar a contar com dois novos gabinetes. O PMDB, a maior bancada, também foi ampliada, recebeu duas novas cadeiras, sendo uma no primeiro e outra no segundo turno.

A base governista, por outro lado, perdeu espaço. PT, PC do B, PSB e PP perderam um representante cada um. O PR foi o mais prejudicado porque elegeu três deputados para comandar prefeituras, sendo que os suplentes não são dos quadros do partido.

Desafios

A nova composição das bancadas pode influenciar a disputa pelo comando da Câmara, que deve contar com uma votação apertada. Com os novos parlamentares, a campanha do presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), em um primeiro momento, ganha reforço.

O principal concorrente do peemedebista, o deputado Ciro Nogueira (PP-PI), perdeu votos em seu partido e no PR, que decidiu apoiar Temer.

Os novos parlamentares só assumem as atividades no dia 2 de fevereiro, quando termina o recesso, mas chegam ao Congresso em meio às articulações para votação de matérias polêmicas, como a proposta de reforma tributária, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) das MPs (medidas provisórias) e a CSS (Contribuição Social para a Saúde).

A votação na Câmara do texto básico da CSS, novo imposto nos moldes da extinta CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), é um exemplo prático dos novos desafios dos governistas. Na análise da matéria, o governo conseguiu aprovar o texto com apenas dois votos a mais do que o mínimo exigido, sinalizando que, diante da nova realidade com as mudanças partidárias, o governo teria perdido a votação.

Recall

Na eleição de 2008, dos 93 parlamentares que participaram do chamado "recall" nas urnas, 76 foram rejeitados pelos eleitores. Levando em consideração o desempenho dos parlamentares na corrida municipal de 2004, o cacife político dos deputados diminuiu.

Há quatro anos, foram eleitos 20 dos 91 congressistas que participaram do pleito, sendo que dois conquistaram capitais. Desta vez, nenhum conseguiu. Em 2004, ganharam um novo aval dos eleitores 18 deputados e dois senadores.

Agora, nenhum dos três senadores --Marcelo Crivella (PRB), no Rio, Patrícia Saboya (PDT), em Fortaleza, e Almeida Lima (PMDB), em Aracaju--, que brigaram por uma prefeitura, chegaram ao segundo turno.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
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