Brasil
06/01/2009 - 16h18

Candidatos ao comando do Senado articulam apoio fechado das bancadas

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MÁRCIO FALCÃO
colaboração para a Folha Online, em Brasília
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O ritmo da campanha eleitoral pela presidência do Senado é diferente do que ocorre na Câmara. Discretamente, os dois candidatos --o atual presidente da Casa, Garibaldi Alves (PMDB-RN), que busca a reeleição, e o petista Tião Viana (AC)-- articulam apoios e costuram eventuais alianças. Porém, ambos atuam para intensificar as negociações a partir do dia 20, quando os partidos políticos estarão indicando os novos líderes de bancada e escolhendo os comandos das comissões permanentes na Casa.

A ideia é conquistar o apoio fechado das bancadas, diferente do que ocorreu na briga pela Câmara, quando apenas as cúpulas dos partidos apontaram de que lado ficariam. Na busca por votos, Garibaldi e Tião lançaram mão de estratégias semelhantes e empregaram um tom institucional. Nos contatos que disparam com seus pares, tanto Garibaldi quanto Tião destacam a importância do Senado recuperar a autonomia em relação ao Executivo e retomar o ritmo próprio nas votações.

Garibaldi, que tem comandado a campanha de sua residência em Natal, afirma que ainda é precipitado falar em votos e apoio fechado. "Avaliar quantos votos tenho ou dizer quantos partidos me apoiam é precipitado. Não posso atropelar as decisões das bancadas", disse o peemedebista à Folha Online.

Por outro lado, Tião já faz as contas. Contabilizando votos governistas, inclusive dentro do PMDB, e da oposição, o petista diz reunir pelos menos 52 votos favoráveis à sua campanha.

Enquanto espera um posicionamento dos partidos, Garibaldi aposta no contato individual com os senadores. Tem ligado diariamente e encaminhado cópia dos três pareceres assinados por juristas --sendo um deles encomendado pelo PMDB-- favorável à sua reeleição. Os documentos reforçam sua participação na disputa argumentando que como seu atual mandato é "tampão" não haveria lacuna constitucional sobre o tema que impedisse sua permanência na briga.

O parecer explica que vetar a reeleição na mesma legislatura não seria mais necessário nos dias de hoje e que a medida serviu, no passado, para "combater as oligarquias políticas regionais que tiveram marcante presença na história política do país".

O presidente do Senado também está de olho na campanha do adversário. Ontem, leu a carta que Tião encaminhou aos senadores pedindo voto. No texto, o petista tenta desmanchar as críticas de que sua campanha serve aos anseios do Palácio do Planalto, mostrando que pretende lutar contra a judicialização do Legislativo e contra o excesso de medidas provisórias.

Garibaldi, no entanto, disse que vem colocando essas duas preocupações em debate desde que assumiu o comando do Senado, mas evita criticar a postura do colega. "Eu tenho essas duas preocupações. Mas isso é válido porque mostra que há uma convergência no que queremos para o Senado", afirmou o peemedebista.

Comentários dos leitores
rogerio domingues (1) 10/07/2009 12h41
rogerio domingues (1) 10/07/2009 12h41
muito estranho, O Sr. Renan está em todas e o
Sr. Sarney não sabe de nada, muito estranho
sem opinião
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Ladislau Leite de Oliveira (25) 09/07/2009 20h01
Ladislau Leite de Oliveira (25) 09/07/2009 20h01
Tudo que político nega é verdade.. sem opinião
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Nivaldo Lacerda (9) 09/07/2009 13h45
Nivaldo Lacerda (9) 09/07/2009 13h45
Me lembro quando a nova contituinte foi preomulgada o extinto deputado Ulisses Guimaraes declarou pouco antes de decreta-la, " Da ditadura tenho nojo ". Foi um momento muito importante, mas hoje quando olho as intituicoes brasileiros sinto o mesmo NOJO que sentia da ditadura.
AI me pergunto, qual e a solucao para um cidadao, tentar salvar o seu e simplesmente tirar proveito proprio das coisas, ou lutar para mudar as coisas mesmo sabendo que as frustacoes sao enormes.
sem opinião
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