Brasil
07/01/2009 - 18h06

PSB acusa Lupi de negociar apoio a Temer e saída do bloquinho sem aval da bancada

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MÁRCIO FALCÃO
colaboração para a Folha Online, em Brasília

Integrante do bloco de esquerdas, o líder do PSB na Câmara, Márcio França (SP), acusou nesta quarta-feira o ministro Carlos Lupi (Trabalho) de negociar o apoio do PDT à candidatura do deputado Michel Temer (PMDB-SP) à presidência da Câmara, sem contar com o aval da bancada na Casa. Segundo França, Lupi atua para atender às orientações do Palácio do Planalto, que defende a candidatura do peemedebista.

"A gente fez os contatos e há um sentimento de permanência no bloquinho [bloco de esquerdas]. Acredito que essa saída reflete apenas a vontade do ministro. Isso seria uma tentativa de agradar ao presidente Lula já que o Planalto defende a candidatura de Temer. Mas isso pode ser um movimento perigoso", disse França à Folha Online.

A sinalização de que o PDT abandonará o bloco de esquerdas formado pelo PSB, PDT, PC do B, PMN e outros partidos e o eventual apoio à candidatura do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) causou uma série de troca de acusações entre os adversários que disputam a presidência da Câmara.

No final do ano passado, os partidos que integram o bloco oficializaram o apoio à candidatura de Aldo à presidência da Câmara.

Para França, a aposta na candidatura de Temer é considerada "perigosa" porque o PMDB também insiste em ocupar a presidência do Senado. Segundo o deputado, se o PMDB vencer no Senado, o PT romperá o acordo de apoiar Temer, rachando o partido e dividindo os votos entre os demais adversários do peemedebista.

Além de Aldo e Temer, também estão na disputa pelo comando da Câmara, os deputados Ciro Nogueira (PP-PI) e Osmar Serraglio (PMDB-PR). Para França, o eventual racha do PT deverá favorecer Aldo e Ciro.

"Se acontecer essa questão do PMDB permanecer no comando do Senado, o Temer pode perder cerca de 70% dos 83 votos do PT, que se dividirão entre Aldo e Ciro", disse ele.

A eleição para a escolha do sucessor do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), ocorrerá no próximo dia 2. Até 31 de janeiro, deputados e senadores estão em recesso parlamentar. Mas Temer, Aldo, Ciro e Serraglio estão em Brasília onde fazem campanha eleitoral.

Comentários dos leitores
Manoel Frederico (3) 24/11/2009 09h06
Manoel Frederico (3) 24/11/2009 09h06
È mais um deputado que devia ser cassado. Quem sabe um dia nosso povo toma vergonha na cara e não elege mais estas porqueras. sem opinião
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geraldo costa pereira (1) 04/11/2009 16h43
geraldo costa pereira (1) 04/11/2009 16h43
Expedito junior compra vota, Azeredo investigado,o lider deles no senado gasta mais de 1 milhao com bale do amigo(palavra dele na tribuna) e com a saude da mamae.O partido ativo...... O eleitor burro...... sem opinião
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valentim rinaldi (9) 29/10/2009 12h25
valentim rinaldi (9) 29/10/2009 12h25
cade os brasileiros e brasileiras sem opinião
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