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Brasil
08/01/2009 - 08h17

Após escândalo, TJ do Espírito Santo exonera 13 servidores

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VINÍCIUS BAPTISTA
colaboração para a da Agência Folha, em Vitória

O Tribunal de Justiça do Espírito Santo anunciou ontem a demissão --de cargos comissionados-- de parentes e pessoas supostamente ligadas a desembargadores suspeitos de participação em um esquema de venda de decisões judiciais.

Em dezembro, a Polícia Federal prendeu três desembargadores, dois advogados, um juiz e uma servidora do TJ-ES suspeitos de participação no suposto esquema.

Pelo menos 13 servidores foram exonerados e terão que retornar às suas funções de origem --em sua maioria, eles são funcionários efetivos.

Foram exonerados familiares do presidente afastado do órgão, desembargador Frederico Guilherme Pimentel. De acordo com o Diário da Justiça, as três filhas dele deverão deixar seus cargos comissionados na sede do TJ e devem retornar aos seus postos de escreventes e escrivã em municípios da região metropolitana de Vitória.

O irmão de um suposto namorado de uma delas também foi exonerado, além de outros quatro parentes de Pimentel.

Um suposto namorado de Bárbara Sarcinelli, presa e exonerada do cargo de diretora do setor de distribuição dos processos, foi demitido ontem.

Também foram exoneradas uma suposta namorada --e filha dela-- do desembargador afastado Josenider Varejão Tavares, que também foi preso.

Deixarão seus cargos comissionados ainda uma filha e uma sobrinha do desembargador afastado Elpídio José Duque, outro investigado.

Segundo o Ministério Público Federal, outros desembargadores também possuem familiares no órgão e podem ser exonerados em breve.

O presidente em exercício, desembargador Álvaro Bourguignon, não se pronunciou.

Também ontem, o "Diário da Justiça" informou decisão do Conselho Superior da Magistratura que tornou sem efeito a resolução que criou um cartório na comarca de Cariacica (ES). O cartório foi criado em 2008 pelo então presidente da Casa. Segundo o MPF, o cartório era administrado por um "laranja" da família Pimentel, e os lucros provenientes eram divididos entre familiares dele.

Hoje, o pleno do TJ-ES terá sua primeira sessão após os 18 dias de recesso e pode decidir pelo afastamento definitivo de Pimentel da presidência.

Outro lado

Procurado, o desembargador Pimentel afirmou ontem que, por enquanto, não vai se pronunciar sobre as suspeitas e as medidas que estão sendo tomadas pelo TJ. Ele disse que, por orientação de seu advogado, só vai se manifestar após apresentar sua defesa nos autos.

Na casa do desembargador Varejão, uma funcionária disse que ele não iria comentar as acusações. Ela não informou quem era seu advogado.

A reportagem ligou também para a casa de Elpídio José Duque, mas uma pessoa, que não quis se identificar, não soube informar onde ele estava. A Folha não conseguiu falar com o advogado dele nem com a ex-diretora Bárbara Sarcinelli.

Colaborou MATHEUS PICHONELLI, da Agência Folha

Comentários dos leitores
Pasqual Evangelista (5) 26/11/2009 18h23
Pasqual Evangelista (5) 26/11/2009 18h23
Tem pessoas que não sabem distinguir entre STF e TSE.
O ministro Joaquim Barbosa renunciou ao TSE e não ao Supremo Tribunal Federal.
E ainda falam muitas bobagens. A justiça não de ser feita pela força da opinião publica e sim pelos ditames da Constituição Federal. Nos meus 64 anos não existe maior maria-vai-com-as-outras do que pseudos intelectuais que parecem não ter poder de raciocinio próprio.
sem opinião
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Edelweiss Lyrio (2) 26/11/2009 16h46
Edelweiss Lyrio (2) 26/11/2009 16h46
A degradação moral de nossas intituições políticas foram ao fundo poço com a ascenção dos novos "chefes da câmara e senado,com o beneplácito do chefe dos chefes. sem opinião
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Almir Ferreira (2) 19/11/2009 14h19
Almir Ferreira (2) 19/11/2009 14h19
Não gostei da notícia de que o ministro vai renunciar. O Ministro Joaquim Barbosa passa muita confiança em quem o vê trabalhar. É homem sério, competente e muito digno do cargo que ocupa. O Brasil perde com isto. 2 opiniões
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