Secretário da Fazenda do RS decide deixar cargo e Yeda anuncia mudanças
GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre
A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), anunciou ontem mudanças no primeiro escalão após seu principal auxiliar, o secretário da Fazenda, Aod Cunha, pedir demissão do cargo.
Responsável pelo programa de ajuste fiscal e articulador da política econômica do Estado, Cunha alegou razões pessoais para deixar o governo, em uma decisão que surpreendeu os meios políticos gaúchos.
O economista tucano Aod Cunha foi um dos autores do plano de governo de Yeda em 2006 e estava no cargo desde o início do governo. De perfil técnico, ele comandou um programa de corte de gastos e de aumento na arrecadação, baseado no qual a governadora anunciou, em dezembro último, o fim do déficit fiscal e o equilíbrio das contas do Estado pela primeira vez desde os anos 70.
O secretário afirmou que estuda propostas para assumir cargos no Banco Mundial e no FMI. Interinamente, a pasta será comandada pelo secretário-adjunto Ricardo Englert.
Yeda afirmou que a política econômica não vai mudar com a saída de Cunha e que o objetivo é conseguir alcançar um grau de investimento de 10% da receita corrente líquida em 2010. "Vamos continuar o aprofundamento desse ajuste. Estamos preparando a máquina pública para o investimento. Até agora superamos todas as metas", disse a tucana.
Ontem, a governadora também anunciou a troca do secretário de Obras Públicas. No lugar de Coffy Rodrigues, que assumirá uma vaga de deputado na Assembleia Legislativa, entra José Carlos Breda.
As trocas anunciadas ontem deram início a especulações de uma reforma mais profunda no primeiro escalão da tucana.
Deputados da base governista na Assembleia têm defendido a substituição do atual chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, pelo atual secretário de Transparência, Carlos Otaviano Brenner de Moraes. Ontem à tarde, em entrevista à rádio Gaúcha, Yeda negou que estude a troca do responsável por sua articulação política.
Outra mudança provável é a da secretária de Educação, Mariza Abreu. Na terça-feira, a secretária procurou a governadora para discutir sua saída.
Questionada sobre a permanência de Mariza no governo, Yeda disse apenas que a secretária tem demonstrado "inquietude" no cargo.
Instabilidade
Com as duas mudanças anunciadas ontem, subiu para 21 o número de trocas no secretariado gaúcho desde que Yeda foi empossada, em janeiro de 2007. A alta média de mudanças no primeiro escalão foi fortemente influenciada pela crise política atravessada pela tucana no ano passado.
A crise, que começou com a descoberta de um desvio de R$ 44 milhões no Detran-RS (Departamento Estadual de Trânsito) pela PF, provocou a demissão de cinco secretários em junho do ano passado.
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Motivados por quem é contra a "meritocracia".
Que coisa horrível essa meritocracia, não é?
Aonde já se viu? Premiar quem trabalha mais, se esforça mais, supera metas...
Que coisa absurda...
O legal mesmo, para quem pensa assim, é a aquela imensa vala comum da mesmice...
Onde quem faz mais, é porque "quer aparecer"...
Tem gente, que ainda não percebeu que estamos no século XXI...
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