Prefeito de Osasco (SP) anuncia pacote de redução de gastos e suspende Carnaval
da Folha Online
O prefeito de Osasco (Grande São Paulo), Emidio de Souza (PT), anunciou nesta quinta-feira um pacote de medidas para reduzir os gastos no governo neste início de mandato. O objetivo é proteger o município do eventual agravamento da crise financeira mundial.
Entre as medidas, estão o contingenciamento de 15% do Orçamento, o congelamento de 20% dos cargos de confiança e o cancelamento do Carnaval 2009. A expectativa é que o município sofra com a redução da arrecadação.
"Esses desdobramentos começam a ter efeito na arrecadação da cidade, com consequências diretas nas nossas políticas, e exigem a necessidade de contenção de gastos", afirmou Emídio.
Segundo o prefeito, todos os funcionários que exerciam cargos de confiança foram exonerados no fim de 2008, com exceção dos secretários e diretores.
Emidio também pretende convocar os funcionários que estão afastado por licença médica para realização de nova perícia. O objetivo é verificar se esses servidores têm condições de voltar para suas funções.
Outra medida é reduzir em 50% os gastos com combustível e diminuir o número de imóveis alugados ou o valor do aluguel. Também está suspensa a compra de móveis, além de reformas de prédios, com exceção de escolas.
Ampliar o sistema de pregação eletrônico e reduzir os gastos de custeio em todas as secretarias também fazem parte do pacote.
Segundo o prefeito, nenhuma das medidas anunciadas prevê corte de investimentos ou paralisação de obras em andamento. "São medidas para economia da máquina administrativa", afirmou.
Um outro pacote de medidas para conter os gastos da máquina administração ainda estão em estudo na Prefeitura de Osasco.
Crítica
Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou os prefeitos que planejam cortar investimentos em obras como estratégia para combater os efeitos da crise econômica mundial em seus municípios.
Segundo ele, o país corre o risco de "perder o trem da história" quando a crise acabar, caso haja contenção na área de infraestrutura durante o período de instabilidade. "Contra a recessão, contra o desemprego e contra a crise internacional, mais investimento, mais emprego e mais renda", disse.
Além de Emídio, também anunciaram medidas anti-crise os prefeitos Luiz Marinho (PT), de São Bernardo, que anunciou contingenciamento de 10% do Orçamento, e Eduardo Paes (PMDB), que cortou 30% nos valores pagos aos cargos comissionados e especiais e 20% nas despesas de custeio e o contingenciamento da quantia destinada aos contratos assinados pela prefeitura com empreiteiras e fornecedores.
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