CPI das Escutas vai requerer dados de quadrilha que grampeou líder do PSDB
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
A CPI das Escutas Telefônicas quer ter acesso aos dados sobre as investigações que levaram à descoberta da quadrilha que atuava em São Paulo realizando interceptação de telefones e quebra de sigilo bancário. O presidente da comissão, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), envia amanhã ao Ministério Público e à Polícia Civil de São Paulo as requisições em que pede o acesso a cópias dos documentos sobre a ação que desmontou o esquema.
Por meio de sua assessoria, o deputado disse que a ação da quadrilha confirma que há necessidade urgente de modificar a atual lei de interceptação telefônica no país. Itagiba defende o aumento da punição para os envolvidos em escutas telefônicas. Atualmente a detenção varia de 2 a 4 anos. O peemedebista ainda não propôs para quanto deveria ser ampliado período de detenção.
Após a análise dos dados sobre a atuação da quadrilha, Itagiba vai definir sobre as possíveis convocações e se o material sobre as investigações em São Paulo, deve ser acrescentado aos documentos finais da CPI. A data para encerramento das atividades da comissão é março.
A Polícia Civil de São Paulo divulgou ontem que havia desbaratado um complexo esquema envolvendo nove pessoas que são suspeitas de atuar na realização de escutas telefônicas e quebra de sigilo bancário.
Segundo as investigações, os dados eram vendidos depois. Entre os presos estão detetives, funcionários de bancos e de operadoras de telefonia. Também há policiais suspeitos de participarem do esquema , que seriam os responsáveis pela emissão de falsas autorizações judiciais para a quebra de sigilo telefônico enviadas para as operadoras de telefonia.
Vítimas
O líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), segundo policiais, foi uma das vítimas. O deputado teve um aparelho celular com número de Brasília grampeado pela quadrilha, de acordo com as investigações. Aníbal disse que o aparelho, que ficava com sua secretária, foi desativado.
As investigações indicam que entre as vítimas da quadrilha estariam pelo menos 100 pessoas, como empresários e políticos.
Pelas apurações policiais, detetives particulares conseguiam quebrar o sigilo bancário e telefônico das pessoas com a ajuda de funcionários de bancos e de operadoras de telefonia. Segundo os policiais, para a obtenção dessas informações, os detetives pagavam de R$ 200 a R$ 2.000.
A Polícia Civil de São Paulo informou que desde 2004 investiga denúncias sobre fraudes nos ofícios de quebra de sigilo telefônico enviados para as operadoras de telefonia.
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http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
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