Brasil
08/01/2009 - 19h01

CPI das Escutas vai requerer dados de quadrilha que grampeou líder do PSDB

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

A CPI das Escutas Telefônicas quer ter acesso aos dados sobre as investigações que levaram à descoberta da quadrilha que atuava em São Paulo realizando interceptação de telefones e quebra de sigilo bancário. O presidente da comissão, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), envia amanhã ao Ministério Público e à Polícia Civil de São Paulo as requisições em que pede o acesso a cópias dos documentos sobre a ação que desmontou o esquema.

Por meio de sua assessoria, o deputado disse que a ação da quadrilha confirma que há necessidade urgente de modificar a atual lei de interceptação telefônica no país. Itagiba defende o aumento da punição para os envolvidos em escutas telefônicas. Atualmente a detenção varia de 2 a 4 anos. O peemedebista ainda não propôs para quanto deveria ser ampliado período de detenção.

Após a análise dos dados sobre a atuação da quadrilha, Itagiba vai definir sobre as possíveis convocações e se o material sobre as investigações em São Paulo, deve ser acrescentado aos documentos finais da CPI. A data para encerramento das atividades da comissão é março.

A Polícia Civil de São Paulo divulgou ontem que havia desbaratado um complexo esquema envolvendo nove pessoas que são suspeitas de atuar na realização de escutas telefônicas e quebra de sigilo bancário.

Segundo as investigações, os dados eram vendidos depois. Entre os presos estão detetives, funcionários de bancos e de operadoras de telefonia. Também há policiais suspeitos de participarem do esquema , que seriam os responsáveis pela emissão de falsas autorizações judiciais para a quebra de sigilo telefônico enviadas para as operadoras de telefonia.

Vítimas

O líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), segundo policiais, foi uma das vítimas. O deputado teve um aparelho celular com número de Brasília grampeado pela quadrilha, de acordo com as investigações. Aníbal disse que o aparelho, que ficava com sua secretária, foi desativado.

As investigações indicam que entre as vítimas da quadrilha estariam pelo menos 100 pessoas, como empresários e políticos.

Pelas apurações policiais, detetives particulares conseguiam quebrar o sigilo bancário e telefônico das pessoas com a ajuda de funcionários de bancos e de operadoras de telefonia. Segundo os policiais, para a obtenção dessas informações, os detetives pagavam de R$ 200 a R$ 2.000.

A Polícia Civil de São Paulo informou que desde 2004 investiga denúncias sobre fraudes nos ofícios de quebra de sigilo telefônico enviados para as operadoras de telefonia.

Comentários dos leitores
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Sobre a matéria:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
sem opinião
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Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Demo tucano e a mídia conservadora tudo a ver!!! 2 opiniões
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Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
E agora? Será que aquela "revista" semanal, o Senador e o Ministro que afirmaram à Nação que houve diálogo, destes últimos, grampeado, serão chamados a explicar - e comprovar - o que de fato ocorreu? ou aquela "notícia" foi divulgada supostamente apenas para desmoralizar a investigação da PF sobre o Banqueiro condenado? 3 opiniões
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