Garibaldi critica interferência do governo no Senado e excesso de MPs
da Folha de S.Paulo, em Brasília
Em carta em que defende sua reeleição para a presidência do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) afirmou que é candidato porque o colega José Sarney (PMDB-AP), então favorito para o posto, "declinou enfaticamente do convite" feito pela bancada peemedebista.
Enviada à imprensa e aos 80 senadores, a carta foi distribuída ontem, três dias após Tião Viana (PT-AC), seu adversário, ter feito o mesmo.
No texto, Garibaldi foi duro ao criticar a interferência dos poderes Executivo e o Judiciário no Legislativo. "O imoderado avanço do Poder Executivo e do Poder Judiciário sobre as atribuições do Congresso são evidentes, e, desgraçadamente, cada vez mais próximos", disse.
Sobre as medidas provisórias, disse que demonstrou "os danos que a prática rotineira e o uso banalizado desse instrumento".
No texto, Garibaldi cita "as dúvidas que aqui e acolá" se fazem sobre sua candidatura. Pela Constituição, não existe reeleição para presidentes da Câmara ou do Senado. Ele diz que seu caso é diferente porque assumiu um "mandato-tampão" após Renan Calheiros (PMDB-AL) renunciar a presidência por conta de denúncias.
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