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Brasil
11/01/2009 - 09h02

Auditoria do TCU pode atrasar transposição do São Francisco

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HUDSON CORRÊA
da Folha de S.Paulo

A Casa Civil diz em documento enviado ao TCU (Tribunal de Contas da União) que problemas apontados por auditorias do tribunal podem atrasar dez projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), entre eles a transposição do rio São Francisco. A informação consta de relatório do TCU. No documento, no entanto, o governo mantém avaliação mais otimista que o tribunal sobre o fim das obras.

Na obra do São Francisco, a Casa Civil concede "selo verde" ao projeto, ou seja, considera que ele tem pequeno atraso no cronograma passível de ser recuperado.

Os auditores, valendo-se do mesmo método do governo, conferem à transposição o "selo amarelo", indicando que a obra não será entregue na data prevista nem mesmo ampliando o prazo em 30%.

Os problemas encontrados pelo TCU, batizados de "achados de auditoria", são técnicos. No relatório, a principal constatação do trabalho foi a "deficiência no projeto básico para a licitação das obras". O projeto básico, segundo o TCU, deve definir o traçado mais viável e econômico para canais e barragens da transposição.

No documento, de 24 de novembro, a Casa Civil diz, segundo o tribunal, que 2 dos 14 lotes da transposição devem sofrer atrasos. Segundo o governo, o Ministério da Integração Nacional, responsável pela obra, tem um sistema de acompanhamento em tempo real, evitando "descompasso entre o valor orçado e o efetivamente gasto". Procurada pela Folha, a Casa Civil informou que o problema relativo à transposição, apontado pelo tribunal, está resolvido e mantém o "selo verde". Segundo o governo, o TCU adota critérios diferentes da Casa Civil ao avaliar o andamento das obras do PAC.

Entre os outros projetos passíveis de atraso, diz o governo, estão a ampliação do aeroporto de Brasília, obras no aeroporto de Florianópolis e a construção de terminal de passageiros e pátio de aeronaves no aeroporto de Guarulhos.

A transposição tem importância vital para o governo, que quer terminar a maior parte da obra até outubro de 2010, impossibilitando o próximo governo de abandoná-la ou de se beneficiar politicamente dela.

De 12 a 17 de dezembro, a Folha percorreu trechos da rota da transposição em Pernambuco e na Paraíba. A obra deixa moradores do sertão pernambucano e da região do Cariri paraibano na expectativa de aposentar as carroças, puxadas por jegues, usadas para transportar água de açudes. Há trechos em que a transposição se resume a estacas marcando onde passarão os canais.

Comentários dos leitores
Marcelo Moreto (167) 09/11/2009 14h18
Marcelo Moreto (167) 09/11/2009 14h18
Querem transformar a terra da rapadura em terra de gente com dentes cariados. É tendência de mercado. Existe aqui no nordeste uma maioria de povo ignorante e fácil de massificar. Chegaram aqui os grandes empresários que estão construindo uma arca. Só que esta carregará apenas toneladas em dinheiro. O Brasil é um dos pouco países que divide os hemisférios. Existe a chance de se trazer prosperidade a muita gente, mas a desigualdade social sempre se fará visível como em São Paulo. Daqui alguns anos, o povo da região sul migrará para o norte! sem opinião
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Louis Fod (293) 09/11/2009 10h18
Louis Fod (293) 09/11/2009 10h18
Ricardo de Costas, o pelego, aquele que tudo sabe, combatendo a todos na folha! Se houvesse uma investigação séria nas contas da petrobras , os barbudinhos iriam para a cadeia, Roubosseff também.
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Agora isso não vai acontecer, quem não abre mão de ter as relatorias e de controlar a "prisidença" do Senado? Outro caminho seria o TCU ou a polícia federal. Qualquer um chega as mesmas conclusões:
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"- O seu dinheiro é a nossa energia!!"
sem opinião
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Guilherme S V (41) 09/11/2009 09h36
Guilherme S V (41) 09/11/2009 09h36
Gostaria de ver tb em conjunto com transposições obras de saneamento básico no Nordeste, pois em 2025 se o Brasil passar a crescer a taxas superiores a 6% o Nordeste brasileiro devera ser uma das regiões que mais crescerão e logo logo o São Francisco e outros rios poderão viver o que vive hoje o Rio Tiete. sem opinião
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