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Brasil
12/01/2009 - 10h04

Rádios barram nova eleição, aponta estudo

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da Folha de S.Paulo

As chances de reeleição de prefeitos que tiveram apontados indícios de corrupção ou irregularidades diminui mais quando há rádios locais na cidade.

A conclusão faz parte de um trabalho feito pelos economistas Claudio Ferraz, da PUC-RJ, e Frederico Finan, da UCLA (Universidade da Califórnia, em Los Angeles).

Os dois analisaram relatórios de fiscalização da CGU (Controladoria Geral da União) em 2003 e 2004. Segundo a análise, a queda é maior quanto mais irregularidades apontadas. A chance de reeleição caía seis pontos percentuais quando havia duas irregularidades apontadas. Quando havia uma rádio no local auditado, a chance caía mais --11 pontos.

Os professores lembram ainda que auditorias positivas para o prefeito e as negativas são exploradas no período eleitoral, seja pela situação, seja pela oposição.

Na média, a taxa de reeleição ficou 3,6 pontos percentuais menor quando houve auditorias apontando irregularidades. A taxa de reeleição básica era de cerca de 46%.

"Se pegar a média dos municípios auditados, a queda na reeleição não é enorme, mas não é insignificante. Há dois elementos fundamentais: o que foi descoberto e a divulgação disso, especialmente pela presença de rádios locais", diz Ferraz.

"Outro ponto interessante é que, quando não tem nenhuma irregularidade, há um grande efeito positivo na reeleição. O eleitor não espera zero de corrupção. Por isso, quando não há nada de corrupção, a taxa de reeleição aumenta. É como se fosse um prêmio ao político."

Depois de divulgar suas auditorias, a CGU as repassa para o TCU (Tribunal de Contas da União) --que pode pedir ressarcimentos--, para o Ministério Público e para as Câmaras Municipais. É a partir daí que podem ser pedidas punições para os prefeitos.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
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