Lula diz que governo cortará custeio e pede para Dilma monitorar execução do PAC
da Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que os governos federal, estadual e municipal não devem cortar investimentos por conta da crise econômica mundial. Ao tomar posse no último dia 1º, prefeitos de várias cidades anunciaram corte de gastos para adequação dos orçamentos municipais ao cenário econômico internacional.
Segundo Lula, os cortes devem atingir o custeio (manutenção da máquina pública) e não os investimentos.
"Tudo o que for possível cortar em custeio, nós vamos fazer. Mas tudo o que for possível a gente colocar para gerar empregos, na construção civil, na habitação, nas rodovias, nas ferrovias, nós vamos fazer. E tenho certeza que esse é o compromisso do [governador de São Paulo, José] Serra, do [prefeito de São Paulo, Gilberto] Kassab, da Yeda [Crusius, governadora do Rio Grande do Sul] e de todos os governadores", afirmou Lula na abertura da 36ª edição da Couromoda.
Reportagem da Folha publicada na semana passada informa que o prefeito Gilberto Kassab (DEM) anunciou o congelamento de R$ 6,9 bilhões --mais de 25% do Orçamento (R$ 27,5 bilhões)-- de verbas da Prefeitura de São Paulo para 2009 por conta da crise mundial. O congelamento de quase R$ 7 bilhões é o maior da história da cidade (em números absolutos).
Mas Lula disse hoje que confiava no papel dos governantes do país para impedir que a crise econômica pare o país. "Eu tenho certeza de que os prefeitos das cidades mais importantes do país têm a responsabilidade, nesse instante, de fazer com que o Estado assuma o seu papel de não permitir que o mercado por si só tente resolver um problema que não vai resolver, porque é esse mercado livre que foi o causador dessa crise."
PAC
Ao incentivar os empresários a manterem seus investimentos, Lula disse que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) ficará encarregada de monitorar a execução das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
"Por isso é que a dona Dilma tem a responsabilidade de não permitir que pare nenhuma obra do PAC. Pelo contrário, inventar novas obras importantes para o Brasil, descobrir novas necessidades do Brasil para que a gente faça os investimentos. Só posso dizer para vocês: não faltará dinheiro para investimentos", disse Lula.
Apelidada de mãe do PAC por Lula, Dilma também é a preferida do presidente para sucedê-lo no Palácio do Planalto.
Dilma se apresentou hoje pela primeira vez em público após se submeter a uma bioplastia de rejuvenescimento do rosto em Porto Alegre no fim do ano passado.
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