Brasil
13/01/2009 - 11h11

Grampo contra líder tucano pode levar CPI a prorrogar novamente trabalhos

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da Agência Câmara
da Folha Online

A CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas da Câmara pode ter seus trabalhos prorrogados mais uma vez após a descoberta de que o líder do PSDB na Casa, deputado José Aníbal (SP), foi vítima de grampo telefônico.

A comissão já teve o seu prazo de funcionamento estendido até o dia 15 de março. O relator da CPI, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), disse que a prorrogação terá de ser discutida com os líderes partidários.

"A informação extraoficial é de que esse grampo teria ocorrido por uma triangulação: uma esposa contratou um detetive para investigar seu marido; o marido teria ligado várias vezes para o deputado e ela teria pedido para interceptar aquele telefone para saber do que se tratava. Mas de qualquer maneira é grave", afirmou.

Segundo Pellegrino, a CPI vai pedir acesso ao conteúdo do inquérito para, a partir disso, levar o caso à apreciação da própria comissão e dos líderes partidários. "A prorrogação da CPI foi negociada com o colégio de líderes. Então, só ele pode rever esse acordo, pois ficou acertado que prorrogação seria única e exclusivamente para discutir e votar o relatório."

A Polícia Civil de São Paulo divulgou na semana passada que havia desbaratado um complexo esquema envolvendo nove pessoas suspeitas de atuar na realização de escutas telefônicas e quebra de sigilo bancário.

Segundo as investigações, os dados eram vendidos depois. Entre os presos estão detetives, funcionários de bancos e de operadoras de telefonia. Também há policiais suspeitos de participarem do esquema, que seriam os responsáveis pela emissão de falsas autorizações judiciais para a quebra de sigilo telefônico enviadas para as operadoras de telefonia.

Vítima

Aníbal teve um aparelho celular com número de Brasília grampeado pela quadrilha, de acordo com as investigações. Ele disse que o aparelho, que ficava com sua secretária, foi desativado.

As investigações indicam que entre as vítimas da quadrilha estariam pelo menos 100 pessoas, como empresários e políticos.

Pelas apurações policiais, detetives particulares conseguiam quebrar o sigilo bancário e telefônico das pessoas com a ajuda de funcionários de bancos e de operadoras de telefonia.

Segundo os policiais, para a obtenção dessas informações, os detetives pagavam de R$ 200 a R$ 2.000.

A Polícia Civil de São Paulo informou que desde 2004 investiga denúncias sobre fraudes nos ofícios de quebra de sigilo telefônico enviados para as operadoras de telefonia.

Comentários dos leitores
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Sobre a matéria:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
sem opinião
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Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Demo tucano e a mídia conservadora tudo a ver!!! 2 opiniões
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Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
E agora? Será que aquela "revista" semanal, o Senador e o Ministro que afirmaram à Nação que houve diálogo, destes últimos, grampeado, serão chamados a explicar - e comprovar - o que de fato ocorreu? ou aquela "notícia" foi divulgada supostamente apenas para desmoralizar a investigação da PF sobre o Banqueiro condenado? 3 opiniões
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