Publicidade

Publicidade
Brasil
13/01/2009 - 11h27

PMDB escolhe Sarney para disputar comando do Senado, mas aguarda aval de Lula

Publicidade

MÁRCIO FALCÃO
colaboração para a Folha Online, em Brasília
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O comando do PMDB encontrou uma solução para o fim do impasse em torno da sucessão pela presidência do Senado. Um acordo interno definiu que o candidato da legenda à presidência será o senador José Sarney (AP), enquanto a liderança ficará a cargo de Renan Calheiros (AL) e o atual líder, senador Valdir Raupp (RO), vai ser premiado com a nomeação para a liderança do governo no Congresso.

O acordo foi fechado nas últimas horas por lideranças do partido depois de intensas trocas de telefonemas, mas falta ainda alinhavar a questão política com os aliados para que o PT não se sinta desprestigiado com a rejeição do nome de Tião Viana (AC) na corrida pelo comando do Senado.

06.dez.2007/Folha Imagem
Cúpula do PMDB opta por nome de Sarney ao Senado, mas aguarda aval de Lula
Cúpula do PMDB opta por nome de Sarney ao Senado, mas aguarda aval de Lula

Para evitar desgastes, o jantar com o presidente Lula previsto para hoje foi adiado para a próxima semana --ainda sem data-- para quando as negociações estiverem totalmente fechadas.

No novo quebra-cabeça peemedebista, o atual presidente do Senado, Garibaldi Alves (RN), que busca a reeleição, mas tem sua candidatura ameaça por inseguranças jurídicas, seria contemplado com o comando de uma das principais comissões da Casa: a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), responsável direta pela tramitação das propostas no Congresso.

Ontem, Garibaldi afirmou que se o PMDB pedir, retira seu nome da disputa.

Indecisão

Lula busca meios de articular com o PT e os demais aliados colocações para Tião e seu grupo, uma vez que o governo defendeu oficialmente a candidatura do petista e sabe que, a dois anos das eleições majoritárias, os cargos no Congresso são essenciais para a campanha eleitoral.

O presidente também já foi alertado por interlocutores de que contrariar o PMDB neste momento pode ser prejudicial para sua sucessão em 2010. Os peemedebistas poderiam se sentir livres de qualquer obrigação em relação a apoiar um nome escolhido por Lula.

Por outro lado, os petistas reagem à ampliação de espaço concedida ao PMDB em meio ao pouco tempo que resta para as eleições majoritárias e as indicações para a disputa nos Estados envolvendo Executivo e Legislativo.

Além disso, há riscos sobre o apoio petista emprestado à candidatura de Michel Temer (PMDB-SP), que tenta conquistar a presidência da Câmara. Setores do PT argumentam que se houver indicação de que o PMDB ficará com os dois comandos, os petistas se sentirão à vontade para apoiar qualquer outro candidato.

As eleições para presidências do Senado e da Câmara estão marcadas para o dia 2 de fevereiro.

Comentários dos leitores
Freddy Grandke (228) 26/11/2009 13h56
Freddy Grandke (228) 26/11/2009 13h56
QUE FALTA DE RESPEITO PARA COM O DINHEIRO DO CONTRIBUINTE. sem opinião
avalie fechar
Manoel Frederico (3) 24/11/2009 09h06
Manoel Frederico (3) 24/11/2009 09h06
È mais um deputado que devia ser cassado. Quem sabe um dia nosso povo toma vergonha na cara e não elege mais estas porqueras. sem opinião
avalie fechar
geraldo costa pereira (1) 04/11/2009 16h43
geraldo costa pereira (1) 04/11/2009 16h43
Expedito junior compra vota, Azeredo investigado,o lider deles no senado gasta mais de 1 milhao com bale do amigo(palavra dele na tribuna) e com a saude da mamae.O partido ativo...... O eleitor burro...... sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1873)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca