PMDB escolhe Sarney para disputar comando do Senado, mas aguarda aval de Lula
MÁRCIO FALCÃO
colaboração para a Folha Online, em Brasília
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O comando do PMDB encontrou uma solução para o fim do impasse em torno da sucessão pela presidência do Senado. Um acordo interno definiu que o candidato da legenda à presidência será o senador José Sarney (AP), enquanto a liderança ficará a cargo de Renan Calheiros (AL) e o atual líder, senador Valdir Raupp (RO), vai ser premiado com a nomeação para a liderança do governo no Congresso.
O acordo foi fechado nas últimas horas por lideranças do partido depois de intensas trocas de telefonemas, mas falta ainda alinhavar a questão política com os aliados para que o PT não se sinta desprestigiado com a rejeição do nome de Tião Viana (AC) na corrida pelo comando do Senado.
| 06.dez.2007/Folha Imagem |
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| Cúpula do PMDB opta por nome de Sarney ao Senado, mas aguarda aval de Lula |
Para evitar desgastes, o jantar com o presidente Lula previsto para hoje foi adiado para a próxima semana --ainda sem data-- para quando as negociações estiverem totalmente fechadas.
No novo quebra-cabeça peemedebista, o atual presidente do Senado, Garibaldi Alves (RN), que busca a reeleição, mas tem sua candidatura ameaça por inseguranças jurídicas, seria contemplado com o comando de uma das principais comissões da Casa: a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), responsável direta pela tramitação das propostas no Congresso.
Ontem, Garibaldi afirmou que se o PMDB pedir, retira seu nome da disputa.
Indecisão
Lula busca meios de articular com o PT e os demais aliados colocações para Tião e seu grupo, uma vez que o governo defendeu oficialmente a candidatura do petista e sabe que, a dois anos das eleições majoritárias, os cargos no Congresso são essenciais para a campanha eleitoral.
O presidente também já foi alertado por interlocutores de que contrariar o PMDB neste momento pode ser prejudicial para sua sucessão em 2010. Os peemedebistas poderiam se sentir livres de qualquer obrigação em relação a apoiar um nome escolhido por Lula.
Por outro lado, os petistas reagem à ampliação de espaço concedida ao PMDB em meio ao pouco tempo que resta para as eleições majoritárias e as indicações para a disputa nos Estados envolvendo Executivo e Legislativo.
Além disso, há riscos sobre o apoio petista emprestado à candidatura de Michel Temer (PMDB-SP), que tenta conquistar a presidência da Câmara. Setores do PT argumentam que se houver indicação de que o PMDB ficará com os dois comandos, os petistas se sentirão à vontade para apoiar qualquer outro candidato.
As eleições para presidências do Senado e da Câmara estão marcadas para o dia 2 de fevereiro.
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