Brasil
13/01/2009 - 17h34

Justiça arquiva casos de Wladimir Herzog e Comandante Crioulo mortos no DOI-Codi

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da Folha Online

Atualizado às 17h54.

A juíza federal Paula Mantovani Avelino, da 1ª Vara Criminal de São Paulo, arquivou os fatos que culminaram com a morte do jornalista Wladimir Herzog, em 25 de outubro de 1975, e Luiz José da Cunha, o Comandante Crioulo, em 13 de julho de 1973.

Eles morreram nas dependências do DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna).

Mantovani concordou com o argumento de que nos dois casos os crimes já prescreveram e afastou a possibilidade de enquadrá-los como crimes contra a humanidade.

Em ambos os casos, já se passaram mais de 35 anos, tempo superior ao da pena máxima fixada abstratamente para homicídio.

Polêmica

A decisão da juíza atendeu pedido de arquivamento do representante do Ministério Público Federal, que rejeitou pedido de procuradores da mesma instituição que sustentavam a imprescritibilidade de crimes contra a humanidade.

Mantovani afastou a possibilidade de enquadrar as mortes de Herzog e do Comandante Crioulo como crimes contra a humanidade.

"A única norma em vigor no plano internacional a respeito do tema é aquela contida na convenção sobre a imprescritibilidade dos crimes de guerra e dos crimes contra a humanidade, vigente a partir de 11 de novembro de 1970, uma vez que o relatório da Comissão de Direito Internacional, criada para identificar os princípios de Direito Internacional reconhecidos no estatuto do Tribunal de Nuremberg e definir quais seriam aqueles delitos, nunca chegou a ser posto em votação [no Brasil]", diz ela.

A punição da tortura cometida na ditadura voltou a ser discutida no ano passado, quando os ministros Tarso Genro (Justiça) e Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) defenderam que eles são crimes contra a humanidade. E por isso seriam imprescritíveis.

Essa opinião contrariou o ministro Nelson Jobim (Defesa) e os militares, que consideram que esses crimes foram anistiados pela Lei de Anistia, de 1979.

Comentários dos leitores
Santos Júnior (134) 02/07/2009 23h47
Santos Júnior (134) 02/07/2009 23h47
Sr. Alcides Emanuelli, se o Sr ler um pouco mais verá que a "ditadura militar" não atrasou o progresso e desenvolvimento do país, muito pelo contrário. Só para dar alguns exemplos, durante o regime militar foram construídas as pontes da Amizade, Rio - Niterói, as barragens de Itaipú, Boa Esperança, Sobradinho, Tucuruí, construídos alguns estádios de futebol,a criação da EMBRAER, da EMBRATEL, do Funrural, do PIS/PASEP, do FGTS, da SUDAM, da SUDENE e etc.O "milagre econômico" do Governo Médici fez o Brasil crescer 11% ao ano.Mesmo com todas estas conquistas, nada justificaria um regime "fechado" à liberdade como foi este se os verdadeiros inimigos da nação não quisessem "cubanizar" o Brasil.Concordo com o Sr que nosso querido país está "entregue" e ventos gelados, Sr Emanuelli, ainda estão por vir.Isso é só o começo! sem opinião
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João Carlos Gagliardi (1580) 30/06/2009 19h07
João Carlos Gagliardi (1580) 30/06/2009 19h07
Muito estranha a afirmação deste ex-soldado, que a "Secretaria de Direitos Humanos e do Ministério da Justiça" não querem encontrar os corpos dos terroristas Araguaia.
O que estas pessoas MAIS querem é justamente o oposto disso.
Querem corpos, querem mídia, cobertura nacional e internacional, quanto maior a repercussão, melhor...
O objetivo dessa turma, não é nem um pouco humanitário acredito eu...
sem opinião
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Alcides Emanuelli (1332) 30/06/2009 14h11
Alcides Emanuelli (1332) 30/06/2009 14h11
Não sei como o homem não consegue comprender os regimes de interesses corporativistas.
Ditaduras existem ainda no mundo, são regimes que oprimem um povo, são regimes que previlegiam seus donos e o poder corportativistas.
O regime de ditadura dos militares muito comprometeram nosso progresso e desenvolvimento, e todos os regimes totalitarios comprometem o desenvolvimento, porque a liberdade é tolhida.
O regime que o outro grupo queria implantar o comunismo tambem seria uma ditadura mas como dizem uma ditadura de esquerda, sendo que a que existiu e venceu foi a de direita.
Para o povo era e foi uma violencia em dose dupla, de um lado o poder do exercito que estava constitucionalizado forte e organizado, do outro lado, intelectuais, estudantes, artistas, e outros que queriam tambem estar no Poder para deles tirarem seus proveitos.
Para o povo infelizmente um deles seria o vencedor e foi os militares, hoje ao contrario o outro lado venceu e esta no poder, tambem mostrando sua incompetencia como foi a dos militares.
E a Nação que deveria ser mais justa, menos sofrida, salva de todos as dificuldades socias como fica!
Fica ao lento ou ao vento para ir para onde ele a levar.
São ventos gelidos, fortes e incessantes que agredim a Nação a aos poucos vão destruindo toda e qualquer tentativa de se erguer, levantar suas vozes, para serem ouvidos e poderem gritar por liberdade.
Liberdade significa por fim a violencia, a reconstituição da familia brasileira.
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