Dirceu critica arquivamento e diz que família de Herzog deve recorrer às cortes internacionais
da Folha Online
Em seu blog, o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) defende o desarquivamento do processo sobre a morte do jornalista Wladimir Herzog e de Luiz José da Cunha, o Comandante Crioulo, na sede do DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna). Ele diz que as famílias deles recorram às cortes internacionais para que o caso seja julgado.
A juíza federal Paula Mantovani Avelino, da 1ª Vara Criminal de São Paulo, arquivou o processo com o argumento de os crimes já prescreveram. Ela também afastou a possibilidade de enquadrar os crimes como "contra a humanidade".
Dirceu criticou a decisão da juíza. "Espero que o façam [recorrer às cortes internacionais] o mais rápido possível. Lastimável sobre todos os aspectos essa decisão da Justiça Federal de São Paulo pelo arquivamento."
Para o ex-ministro, os crimes cometidos durante a ditadura devem ser considerados imprescritíveis por atentarem contra a humanidade. "Por isso cabe a pergunta: atos de barbárie como esses [a morte de Herzog], tratados assim, como se fosse com 'prazo de validade', podem prescrever judicialmente? Certamente que não. Pode ser um prazo legal visto pela Justiça, mas não é legítimo nem humano."
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(Júlio Dantas)
O que não podemos, será sempre não compactuarmos com o cinismo, esse cinismo que se enraizou no solo nacional que, infelizmente, para essas horas e outras, não deixa de fertilizar o bem e o mal. O cinismo é o que mais me entristece, me desanima, me deprime.
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