Justiça condena líderes da máfia dos caça-níqueis a 18 anos de prisão
da Folha Online
A 4ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro condenou 11 pessoas pela suposta participação na chamada máfia dos caça-níqueis. Fernando Iggnácio e Rogério Andrade, apontados pelo Ministério Público como chefes da máfia dos caça-níqueis, foram condenados a 18 anos de prisão por formação de quadrilha armada, corrupção ativa e contrabando.
Os 11 acusados poderão apelar da sentença em liberdade porque o juiz Vlamir Costa Magalhães reconheceu que as prisões preventivas foram revogadas por instâncias superiores por excesso de prazo na conclusão do processo. Iggnácio e Andrade, os principais acusados ainda estão presos no presídio Bangu 8, na zona oeste do Rio.
Mas o Ministério Público Federal já informou que deve recorrer. A Procuradoria pretende pedir ao TRF (Tribunal Regional Federal) o restabelecimento das prisões de todos com o argumento de que persistem os motivos da custódia cautelar.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Iggnácio e Andrade chefiavam grupos criminosos cuja rivalidade pelo domínio do jogo ilegal causou dezenas de mortes na zona oeste. Os dois têm ligação com o bicheiro Castor de Andrade, morto em 2007: Iggnácio é genro e Andrade é sobrinho do contraventor.
Segundo a denúncia, os acusados atuariam em duas organizações criminosas formadas por bicheiros, policiais militares e civis, contadores, advogados e um jornalista.
O juiz determinou ainda a apreensão e sequestro dos bens dos acusados, inclusive valores depositados em contas e aplicações bancárias. Ele também determinou a destruição das máquinas caça-níqueis apreendidas. Mas fez a ressalva que os componentes eletrônicos dessas máquinas podem ser aproveitados pela Faetec em serviços de educação em informática e inclusão digital.
Na sentença, o juiz diz que Iggnacio e Andrade são parecidos e que ambos têm desprezo pela lei. "Desde já, chamo a atenção para o fato de que não se trata de mera coincidência a cogente similitude das considerações aqui feitas acerca dos crimes praticados tanto por Rogério de Andrade quanto por Fernando Iggnácio, eis que a prova dos autos ratifica que ambos convergem em atitudes e pensamentos. Assim, em infeliz cópia da conhecida lei da física, de tão iguais que são, Fernando Iggnácio e Rogério de Andrade se repelem."
Outros condenados
Os policiais civis Helio Machado da Conceição, Fábio Menezes de Leão e Jorge Luís Fernandes foram condenados a sete anos de prisão e perda de seus cargos como punição pelos crimes de formação de quadrilha armada e corrupção passiva.
Conhecidos como grupo dos "inhos", a sentença diz que os três inspetores --supostamente ligados ao ex-chefe da Polícia Civil Álvaro Lins-- atuavam em prol dos interesses da quadrilha de Rogério Andrade.
O coronel da Polícia Militar Celso Lacerda Nogueira, então comandante do 14º BPM (Bangu), também foi condenado a sete anos de reclusão, além da perda do cargo. Ele foi acusado de participar da quadrilha de Fernando Iggnácio.
De acordo com o Ministério Público Federal, a Justiça também condenou o contador Carlos Henrique de Jesus (cinco anos e três meses), o auxiliar de contador Lúlio César da Silva Cruz (quatro anos e quatro meses), o policial civil Paulo César Oliveira (11 anos e três meses e perda do cargo), o ex-policial federal Paulo Cézar Ferreira do Nascimento, vulgo Padilha (15 anos e seis meses) e o contador César Augusto Burgos Medeiros (15 anos e três meses).
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Saudações
Dario Lima
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ONDE SE LÊ PROCESSAR E JULGAR....MEMBROS DOS TRIBUNAIS FEDERAIS, STF, STJ, TRIBUNAIS DE JUSTIÇA, MINISTROS, DEPUTADOS, SENADORES, PRES. REPÚBLICA, ETC....
LEIA-SE.....PROCESSAR E SOLTAR TODOS OS MAFIOSOS DA REPÚBLICA, PORVENTURA "PEGOS" COM A BOCA E MÃOS NA CUMBUCA.
QUE TAL?
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