Desembargador diz que corregedoria faz "corpo mole" para apurar irregularidades no TJ-MA
SÍLVIA FREIRE
da Agência Folha
O desembargador Antonio Bayma Araújo, do Tribunal de Justiça do Maranhão, disse que juízes do Estado tiveram condutas "não recomendáveis", principalmente nas eleições do ano passado, e que a Corregedoria do TJ-MA faz "corpo mole" para apurar as suspeitas de irregularidades.
Bayma Araújo cobrou da corregedoria a apuração de informações publicadas na imprensa local que lançam suspeitas sobre as decisões de juízes.
Na semana passada, o desembargador já havia dito em entrevista à imprensa local que houve venda de decisões judiciais na eleição passada.
A seccional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Maranhão fez uma representação ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) pedindo que as declarações de Bayma fossem apuradas.
No início desta semana, o corregedor-geral do TJ-MA, desembargador Jamil Gedeon Neto, enviou um ofício a Bayma cobrando formalmente dele os nomes dos magistrados com conduta irregular. Em resposta, Bayma disse que fez as colocações que haviam sido divulgadas "boca a boca".
"Se tivesse provas, não ia denunciar para ele [corregedor]. Será que ele quer que eu mande uma bagagem [de provas] prontinha para fazer alguma coisa? Eu fui corregedor e qualquer coisa que chagava eu apurava", disse Bayma.
Na opinião do desembargador, notícias publicadas na imprensa questionando a conduta de juízes já são suficientes para abrir uma investigação administrativa interna.
Para Bayma, a eleição de 2008 foi particularmente tumultuada no Estado. "A balbúrdia eleitoral que houve no pleito sob comando da desembargadora Nelma Sarney [desembargadora corregedora do Tribunal Regional Eleitoral-MA]. Nunca vi uma eleição tão conturbada, tão bagunçada", disse o desembargador.
A reportagem procurou a Corregedoria Geral do TJ-MA nesta sexta-feira (16), mas não comentaram as declarações do desembargador. Em nota do início da semana passada, o desembargador Gedeon Neto disse que a corregedoria recebe representações contra magistrados e servidores desde que tenha a indicação do denunciado, do denunciante e do fato questionado.
A assessoria do TRE-MA não conseguiu localizar ontem a desembargadora Nelma Sarney, que estava viajando.
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O ministro Joaquim Barbosa renunciou ao TSE e não ao Supremo Tribunal Federal.
E ainda falam muitas bobagens. A justiça não de ser feita pela força da opinião publica e sim pelos ditames da Constituição Federal. Nos meus 64 anos não existe maior maria-vai-com-as-outras do que pseudos intelectuais que parecem não ter poder de raciocinio próprio.
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