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Brasil
03/02/2009 - 13h29

Após vitória de Sarney, PR e PDT disputam por quarta secretaria da Mesa Diretora do Senado

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O PR e o PDT não conseguiram chegar a um acordo nesta terça-feira sobre a quarta secretaria do Senado, cargo que é disputa pelas duas legendas na nova composição da Mesa Diretora da Casa. O presidente do Senado, José Sarney (PMD-AP), marcou uma nova rodada de negociações para a tarde desta terça-feira com o objetivo de superar o impasse.

A briga envolve os aliados do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e do petista Tião Viana (AC) --já que o PR apoiou o peemedebista e o PDT, o petista. Para os aliados de Sarney, a quarta-secretaria deve ficar com o senador Magno Malta (PR-ES). Pelo critério da proporcionalidade partidária, porém, a vaga seria do PDT, que indicou a senadora Patrícia Saboya (CE).

Historicamente, o critério da proporcionalidade é respeitado pelos líderes partidários na Casa. Mas como não é uma regra e, sim, um acordo, o sistema pode ser modificado conforme a composição de forças partidárias. O PR reivindica a vaga porque prometeu o apoio a Sarney em troca do cargo.

Sarney marcou sessão plenária para definir os integrantes da Mesa às 15h. Antes disso, o presidente da Casa vai tentar negociar com o PDT e o PR para que uma das legendas abra mão da quarta secretaria. O PDT ameaça recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) caso não seja contemplado com a quarta secretaria.

"Não há o que discutir porque o presidente Sarney disse, em seu discurso de posse, que ia respeitar a proporcionalidade. Se foi feito um acordo com o PR, quem fez o acordo que cumpra. Não temos o dever e a obrigação nenhuma de cumprir um acordo que não fizemos, principalmente porque não se faz acordo com a vaga que pertence ao PDT", disse o líder do PDT no Senado, Osmar Dias (PR).

O único impasse em torno dos cargos da Mesa está na quarta secretaria, já que as outras vagas tiveram acordos entre os partidos. Para a primeira vice-presidência, o PSDB indicou o senador Marconi Perillo (GO). Para a segunda vice, o PT indicou a senadora Serys Slhessarenko (MT). A primeira ficará nas mãos do DEM, que indicou o senador Heráclito Fortes (PI) para a cadeira. A segunda secretaria ficará sob o controle do PMDB, que indicou para a vaga o senador, Mão Santa (PI). A terceira secretaria será comandada pelo PTB, que ainda não indicou nome para a cadeira.

Os senadores ainda têm que definir as as presidências das comissões permanentes. O Democratas pede o comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e indicou para a cadeira o senador Demóstenes Torres (GO). A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) é pleiteada pelo PSDB e pelo PMDB. Se os peemedebistas insistirem, ficam com a cadeira, por questão de proporcionalidade, critério que servirá para a repartição das demais cadeiras nas comissões permanentes.

Comentários dos leitores
Edson Souza (1) 21/12/2009 19h52
Edson Souza (1) 21/12/2009 19h52
Caramba ainda não aprenderam estes joralistas que na era Lula e Sarney não se fala " NEGO" se fala " REPILO " quando será que vão mesmo aprender hem? sem opinião
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valentim rinaldi (14) 17/12/2009 16h44
valentim rinaldi (14) 17/12/2009 16h44
DONA MARIZA QUE SE CUDA ELES SAO AMIGO DE INFANCIA TEM UM PASSADO MUITO RUIN 1 opinião
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Ruben Rodrigues (3) 17/12/2009 15h44
Ruben Rodrigues (3) 17/12/2009 15h44
por outro lado, qualquer cartório autenticaria a arrogância dos dois. sem opinião
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