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Brasil
03/02/2009 - 13h45

Temer diz que mudança feita no Senado na PEC dos Vereadores precisa ser rediscutida

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), disse hoje que vai manter a decisão da Casa de não promulgar a PEC (proposta de emenda constitucional) dos vereadores. Temer disse que pretende colocar em votação, no plenário da Casa, a mudança feita pelos senadores na PEC --o que obriga que a matéria retorne para uma nova análise do Senado.

"Eu vou examinar, mas ideia é levar modificação feita pelo Senado à votação no plenário da Câmara, mas a decisão terá que ser votada de novo pelo Senado", afirmou.

Durante a presidência do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), a Mesa Diretora da Câmara barrou o aumento no número de vereadores aprovado Senado. Na reunião da Mesa, a cúpula da Câmara resolveu, por unanimidade, não assinar a proposta. A matéria, que já tinha passado pela Câmara, só precisava da assinatura dos deputados para passar a valer.

Os deputados alegaram que os senadores modificaram substancialmente o texto. Os deputados são contrários à alteração feita pelos senadores que suprime um artigo do projeto que diminuía em 0,5% os percentuais das receitas municipais que se pode destinar às Câmaras de Vereadores.

O relator da matéria no Senado, Cesar Borges (PR-BA), defendeu a modificação dizendo que no entendimento dos senadores a supressão não representaria uma alteração de conteúdo, e por isso o texto não precisaria voltar para nova votação na Câmara.

Medidas provisórias

Na entrevista, Temer disse que pretende discutir com os líderes partidários o impasse em torno da MP (medida provisória) que regulamenta as entidades filantrópicas. Temer disse que reconhece a MP como válida, por isso a matéria pode trancar de imediato a pauta de votações da Casa.

"Há ideias esboçadas sobre esse assunto. A eventualidade de discussão e aprovação vai gerar conflito entre os deputados e o que se quer é resolver problema das filantrópicas. Então, vamos ver o que fazer. Há alternativas", afirmou.

A MP foi devolvida no final do ano passado ao Executivo pelo então presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN). A devolução, no entanto, acabou suspensa por recurso apresentado por líderes governistas à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado --que ainda não foi julgado pela comissão.

Temer se mostrou favorável a mudanças no rito de tramitações das MPs para desafogar a pauta da Casa.

"A Constituição Financeira já define o que é urgência para uma MP. Há uma definição do que seja urgência no próprio texto constitucional e temos aqui a 'urgência urgentíssima' que dá tramitação especial. Com esse mecanismo podemos aprovar projetos em cinco, seis, dez dias. Então queremos muito fazer esse diálogo com o Executivo e com os líderes para usar mão deste mecanismo", afirmou.

Comentários dos leitores
Antonio Fouto Dias (2733) 13/11/2009 16h11
Antonio Fouto Dias (2733) 13/11/2009 16h11
Legislativo brasileiro:
Senado: 03 senadores por Estado
Câmara Federal: 513 deputados federais;
Camaras Municipais: mínimo de 9 e máximo de 55 vereadores.
Até o golpe militar de 64, o senado tinha como representação 02 senadores por estado, e o governo militar criou a chamado senador biônico, cuja vaga se tornou permanente, passando a 03 a repersentação de cada estado.
Como deveria ser, segundo a manifestação de boa parte da população brasileira:
Senado retorno a 02 representantes por Estado;
Câmara federal: redução proporcional à do senado, o que faria que dos 513 caísse para 341 e este número deveria ser fixo, mesmo com a criação de novos estados futuramente.
Câmaras Municipais o mínimo de nove permaneceria, no entanto o máximo cairia de 55 para 39 ou 41 com uma justa distribuição do número para cada município, segundo sua população.
Existem pessoas, inclusive no meio político que defendem a convocação de uma assembléia constituinde independente e julgo que essa seria a única forma de saída para que aconteçam as reformas tão necessárias, como a eleitoral, tributária, da previdência entre outras.
Os membros dessa assembléia constituinte não poderiam ter vínculo com nenhum partido e nem poder participar de eleições futuras por um determinado tempo.
Além da elaboração de uma nova constituição mais atual, também elaborariam a legislação complementar, pois os atuais parlamentares além de não terem condições para isso, estão muito comprometidos com a política atual.
sem opinião
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milton spina (21) 12/11/2009 23h54
milton spina (21) 12/11/2009 23h54
Quem foi eleito com voto popular o irmão do ministro em marilia ou o ministro stf?
acordammmmmmmmmmmmmmm.
Democracia e aquele eleito pelo voto popular.
esses suplentes foram votados sim.
e os deputados e senadores foram eleitos pelo voto popular??
cadê a democracia.
entrega o país aos ministro do stf.
sem opinião
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milton spina (21) 12/11/2009 23h48
milton spina (21) 12/11/2009 23h48
Oito ,esses são os poderosos do país, stf, vamos fechar a camara e congresso já.
Quem foram eleitos os ministros do stf ou homens e mulheres quem estão na Câmara e no Con gresso.
Os suplentes foram eleitos sim.
Com votos populares.
Quantos votos popular teve esses ministros pra desidir
a vida de uma nação.
rasgue a constituição.
feche a camara e o congresso.
entrega o país para os burocratas que dizem entendidos .
se vale pra 2012. vale também para 2008.
acorda deputados .............
acordem senadores................
a vitima e a sociedade brasileira.
voltamos a era da ditadura.
poucos decidem por muitos.
2 opiniões
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