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Brasil
04/02/2009 - 18h09

OAB recorre ao Supremo contra lei do Rio que proíbe acesso a inquérito sigilosos

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da Folha Online

O Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) entrou com uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade) no STF (Supremo Tribunal Federal) contra uma lei estadual do Rio de Janeiro que proíbe que advogados tenham acesso a inquéritos sigilosos de seus clientes.

Na ação, a OAB pede o cumprimento da súmula 14 contra a lei estadual 5.061/2007, que segundo a entidade contraria o entendimento do STF. A súmula 14 foi aprovada na segunda-feira pelo Supremo e autoriza os advogados a ter acesso aos inquéritos policiais sigilosos.

A súmula foi proposta pelo Conselho Federal da OAB em setembro do ano passado. O objetivo da súmula vinculante é criar um entendimento do Supremo sobre uma série de acórdãos dos tribunais e deve servir de orientação aos magistrados em casos semelhantes.

Reação

A aprovação da súmula causou reação de entidades que são contrárias ao entendimento do Supremo.

A ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) e a Conamp (Associação Nacional dos Membros do Ministério Público) estudam entrar com uma medida judicial para pedir a revogação da súmula 14.

As duas entidades entendem que houve invasão de competência, uma vez que acreditam que seja do Congresso Nacional, e não do Supremo, o poder de legislar sobre artigos previstos no Código de Processo Penal.

O delegado Marcos Leôncio Sousa Ribeiro, presidente da Comissão de Prerrogativas da ADPF (Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal), disse que o que mais preocupa a entidade é o emprego "sistemático" de medidas que são de competência do Legislativo.

Ontem, o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo, defendeu a aprovação da súmula 14. "Não se trata de 'publicizar' investigações que estão em curso, mas apenas permitir acesso aos autos já devidamente coligidos", afirmou Mendes.

O ministro não concorda com a ideia de que investigados podem ser beneficiados pela súmula vinculante ao ter conhecimento prévio sobre os inquéritos.

Comentários dos leitores
Marcio Fontes (21) 18/12/2009 15h59
Marcio Fontes (21) 18/12/2009 15h59
O Sr. Gilmar Mendes deveria fazer mais pelo Estado brasileiro do que vem falando, vemos quase que diariamente corrupção, desmando, abuso de poder e outros penduricalhos e ele vem salvando as autoridades a todo custo. Rabo preso é isso que dá. sem opinião
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jucelino kopeski (223) 17/12/2009 11h53
jucelino kopeski (223) 17/12/2009 11h53
Sugestão de reportagem :onde estão os dois primeiros colocados atualmente daqueles concursos para juiz que o Ministro levou bomba. sem opinião
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Alcides Emanuelli (1973) 15/12/2009 23h07
Alcides Emanuelli (1973) 15/12/2009 23h07
Esse é o perfil de nossos homens publicos, são governadores e ministros se agredindo com palavras de baixo calão, com ofensas morais de ambas as partes.
No Parlamento eles se agredem sem saber o que estão fazendo, sai palavra e ofensas para todos os lados, é Sarney que briga pelo poder com seus adversários, é o color com a fisonomia transforma e transtornado agredindo violentamente e mandando o Pedro Simon digerir suas palavras, é sem limites mesmo os limetes da ética, mas eles estão ai mesmo, sempre reeleitos, sempre no Poder e do poder não fazendo nada para o povo e sim de acordo com seus interesses.
O que eles aprovam, mais 8000 mil vagas para 8000 mil malandros nas casas legislativas das cidades.
É a liberação da obstrução que a ficha suja poderia gerar na impossibilidades de se candidatarem, eles não aprovaram agora o cara pode ser ladrão devedor de todos os lados que pode ser candidato e o povo coitado sempre esperando por seriedade, honestidade e ética.
Antes eles até que falavam nisso, mas o tempo foi passando e eles esqueceram que existe algo como ética e moral na vida de um cidadão
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