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Brasil
20/02/2009 - 18h31

Saiba mais sobre Sérgio Naya

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da Folha Online

O empresário e ex-deputado federal Sérgio Naya (PP-MG), 66, que foi encontrado morto nesta sexta-feira em Ilhéus (BA), ficou conhecido após o desabamento do edifício Palace 2, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, em fevereiro de 1998. Oito pessoas morreram. Naya era dono da Sersan, empresa responsável pela construção do edifício.

Nos dois meses seguintes ao desabamento, o empresário teve o mandato de deputado federal cassado e suas contas bancárias bloqueadas pela Justiça. Acabou, contudo, absolvido em processo judicial que o apontava como réu do crime de responsabilidade pelo desabamento do edifício.

Naya foi deputado federal por três mandatos: de 1987 a 1991 e de 1991 a 1995, pelo PMDB, e de 1995 a 1998, pelo PP. Sua cassação foi efetivada em 15 de abril daquele ano.

Ichiro Guerra/Folha Imagem
O ex-deputado federal Sérgio Naya
O ex-deputado federal Sérgio Naya

Absolvido em primeira instância e julgado novamente depois de recurso do Ministério Público, Naya chegou a ser condenado a dois anos e oito meses de prisão em regime semi-aberto, revertida em prestação de serviços comunitários e pagamento de multa. O acórdão, contudo, foi anulado em 2001.

Em 1999, o empresário chegou a ficar 26 dias na Polinter, no Rio, após se preso em Brasília, acusado de ser o responsável pelo desabamento do Palace 2. A defesa de Naya baseou-se na argumentação de que ele não era responsável pelo planejamento e execução do prédio. Em 2004, voltou a ser preso em Porto Alegre, quando tentava fugir para Montevidéu, e ficou detido por mais quatro meses.

O ex-deputado foi condenado a pagar indenizações que variavam entre R$ 200 mil e R$ 1,5 milhão a cerca de 120 famílias do Palace 2. Alegou, contudo, não ter dinheiro, e seus bens começaram a ser leiloados, em um processo que se desenrola até hoje. As vítimas ainda reivindicam indenizações.

Em entrevista à Folha Online em fevereiro do ano passado, na ocasião dos 10 anos do desabamento do Palace 2, Naya reafirmou que não teve culpa pela tragédia e que a associação das vítimas criou uma "indústria de danos morais."

 

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