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Brasil
27/02/2009 - 13h12

AGU usa encontro de Serra com prefeitos para defender Lula e Dilma

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RENATA GIRALDI
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A AGU (Advocacia Geral da União) sairá para o ataque contra os governadores de São Paulo, José Serra (PSDB), e do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), para defender a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) no encontro nacional de prefeitos -- realizado em Brasília.

11.fev.2009/Folha Imagem
Oposição entrou com ação contra Lula por encontro que teve participação de Dilma
Oposição entrou com ação contra Lula por encontro que teve participação de Dilma

Na defesa que será encaminhada ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no processo movido pela oposição contra Lula e Dilma por campanha eleitoral antecipada, o ministro José Antônio Dias Toffoli (AGU) afirmará que Serra também promoveu evento semelhante em São Paulo --e que o encontro em Brasília contou com o apoio do governador do DF, que é da oposição.

"[O] encontro nacional de prefeitos e prefeitas contou com a presença de gestores municipais também dos representantes, ou seja, do PSDB e do DEM. Ademais, na programação do evento, o governador do Distrito Federal, destaca-se, do DEM, acompanhou o presidente da República na abertura dos trabalhos", disse Toffoli.

O ministro entregará a defesa no final da tarde de hoje na sede do TSE. Toffoli ainda vai incluir menções a matérias publicadas na imprensa que relatam o encontro realizado por Serra em SP --no qual reuniu cem prefeitos do interior paulista para anunciar liberações de recursos para ações estratégicas do governo.

"Como se não bastasse, neste início de mandato dos novos gestores municipais, conforme reportagens jornalísticas, o governador de São Paulo, destaca-se, do PSDB, também realizou encontro de prefeitos, só que não apenas um, mas dois", diz Toffoli na defesa.

Ontem, ao defender Lula e Dilma, Toffoli afirmou que as presenças de ambos no evento caracterizavam atuação de governo e não partidária nem de campanha. Mas para a oposição, o lançamento de uma série de medidas intituladas de "pacote de bondades" no encontro com os prefeitos indicariam pré-campanha em favor da ministra da Casa Civil.

Antes do Carnaval, o DEM e o PSDB ajuizaram uma ação no TSE questionando o uso do encontro como eleitoreiro. Em tom de brincadeira, Toffoli negou pré-campanha e comparou o momento político atual com a fórmula 1.

"Não existe nenhuma antecipação de campanha. Se a gente fizer uma metáfora com a Fórmula 1, nem sequer as equipes escolheram seus pilotos e estamos muito longe dos treinos livres e oficiais", disse o ministro. "A oposição acaba é ela fazendo campanha da ministra Dilma.

Comentários dos leitores
cacilda galiotto (114) 28/11/2009 17h26
cacilda galiotto (114) 28/11/2009 17h26
Gente, eu não li direito ou o Serra falou mesmo que é "só" a ministra que está fazendo campanha antecipada, mas então o que ele foi fazer no Ceará? E o que ele vai fazer toda semana no nordeste inteiro no sul etc, pelo visto ele só não vai a S. Paulo, mas não é esse estado que ele governa? Serra, Serra faça sua campanha, mas não fique achando que o povo é otário, pq não é, viiice! sem opinião
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A sofismática candidatura do Governador Roberto Requião é mais uma manobra do incompetente, submisso e amorfo PMDB para aumentar o poder de barganha dos seus caciques junto ao governo federal. sem opinião
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Heber Zenun (5) 28/11/2009 12h40
Heber Zenun (5) 28/11/2009 12h40
É histórica a condição limitada do ser humano e suas tentativas de tornar a existência mais digna. Ainda que surjam elementos com grande altruísmo e lutem com heroísmo neste campo da estranhamente cognominada ´política´ pois a noção de 'polis' e do significado de seus representantes estão demasiado distantes, e o que resulta é uma massa manobrada segundo interesses dos mais explícitamente ocultos e dúbios, onde os excrementos resultantes nem todo o papel higiênico existentes em todos os pacotes de 16 rolos são suficientes para limpar. Mas em meio a esta vida 'privada' vamos levando no abuso deste segmento que detém o poder da 'polis', 'legitimado' por 'votos democráticos' dos que estão ensacados dentro das 'bolsas família'. Enfim, uma geração que não tem voz mas que 'clama no deserto' ainda que ínfima se faz ouvir e como sal dá o sabor do que se pode pensar a respeito de uma nação, e na característica do sal sabe que é natural não necessitar da mesma quantidade e nem mesmo de 50% mais 1 para que sua influência tenha a relevância e alcance os benefícios de que uma sociedade necessita. E enquanto isso ainda que insuficiente, necessitamos mesmo que surjam pessoas para fazerem um mais competente 'papel higiênico' nestes dias, logo a mídia do homem mais 'elevado' e um 'ícone' desta nação ainda que caricaturizado tem sua relevância. 1 opinião
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