"Não permitirei a penhora", diz advogado de Dirceu
da Folha Online
Responsável pela defesa do ex-ministro José Dirceu, o advogado Luiz José Bueno de Aguiar afirmou que está "apenas esperando a publicação do acórdão do TJ para recorrer contra o pagamento".
"Não vou permitir que a única casa em nome do ex-ministro seja penhorada para pagar uma dívida que está prescrita."
Bueno de Aguiar, 53, defende que a dívida está zerada. "Ela já prescreveu, não há como pagar." Ele disse ainda aceitar, mas não concordar com a decisão da Justiça, que inocentou o governo Quércia no caso da compra dos caminhões. "Foi decisão injusta. Os veículos não serviam para o que foram comprados."
O caso dos caminhões ocorreu em 1989. Cerca de 30 veículos foram comprados para reequipar os IML's (Instituto Médico Legal) em todo o Estado. A compra foi feita sem licitação, em caráter emergencial. "Não eram caminhões que servissem para levar corpos, pois tinham um centro de gravidade muito alto. Poderiam transportar frangos, mas não corpos de pessoas", diz o advogado de Dirceu.
Procurado pela Folha Online, o responsável pela compra, então secretário da Segurança Pública, Luiz Antônio Fleury Filho, rebateu o advogado e disse que os veículos serviram "muito bem" para seus propósitos. "Era necessário reequipar os IML's, e nós fizemos isso."
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