Furnas desiste de mudar diretoria de fundo de pensão até outubro
JULIANA ENNES
colaboração para a Folha Online, no Rio
A diretoria de Furnas comunicou oficialmente hoje a representantes de sindicatos que os diretores do fundo de pensão Real Grandeza (Sergio Wilson Fontes (presidente) e Ricardo Nogueira (financeiro) terminarão seus mandatos à frente da entidade. Seus mandatos terminam em outubro.
A tentativa de troca dos dois diretores foi sugerida pelo ministro Edison Lobão (Minas e Energia), filiado ao PMDB. A ideia foi rejeitada por trabalhadores ativos e aposentados de Furnas, que acusam o PMDB de ingerir politicamente no fundo.
Furnas informou que houve um acordo pacífico sobre a manutenção dos diretores no cargo até outubro.
Até lá, Furnas, que é a principal patrocinadora do fundo, e a Eletronuclear vão tentar entrar em acordo sobre os nomes a serem indicados para a votação pelo conselho deliberativo da companhia.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Carlos Alberto dos Reis, que esteve presente na reunião, a expectativa é chegar a um acordo sobre os nomes até outubro.
"Caso contrário, voltaremos a reagir da forma necessária para preservar o fundo das estatais", disse. Ele disse ser possível, inclusive, voltar a falar sobre a possibilidade de realização de uma greve.
O objetivo do acordo é não deixar que o poder de decisão fique com o presidente do Conselho Deliberativo, que tem o chamado voto de minerva. Ou seja, em caso de empate, ele é quem decide.
O conselho deliberativo é formado por três pessoas indicadas dos trabalhadores e aposentados das empresas, duas indicadas por Furnas e uma pela Eletronuclear. Em caso de empate, o presidente escolhe.
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Se o Governo quer privatizar algo, privatiza a infraero, que não tem porque ser de responsabiliade do Estado brasileiro.
E o Ministério Publico para que serve, nunca vi eles fazerem uma auditoria na infraero.
Agora essa reestruturação é necessária, temos que ser administradores sérios e honestos alem de competentes e todas as instituições publicas tem excessos de funcionários e muito mais excessos ainda na cupula de sua direção e os objetivos são salarios para malandros.
Vamos acabar com essa farra tambem porque o dinheiro do povo brasileiro não é lixo e muito menos vento, para ser tratado sem responsabilidade.
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