Empresas dizem que ações do MST são contrárias à lei
da Agência Folha
A Usina da Barra, do grupo sucroalcooleiro Cosan, disse por meio de nota que suas terras são "produtivas e em atividade" e que todos seus funcionários são "contratados regularmente e considerados referência positiva pelo Ministério do Trabalho e Ministério Público do Trabalho".
A empresa afirmou que sua produção, de 30 mil toneladas de cana-de-açúcar por dia, não foi interrompida e que eventuais prejuízos causados serão avaliados depois.
Na nota, o grupo também argumenta que "já comunicou as autoridades competentes sobre a ocupação do MST".
A Votorantim Celulose e Papel divulgou comunicado no qual "lamenta e repudia" a invasão na fazenda Aroeira, em Candiota (RS), a 400 km de Porto Alegre. A empresa afirma que as manifestantes desrespeitaram decisão judicial que proibia a entrada na propriedade.
A Aracruz Celulose informou que a invasão ao Portocel, porto de exportações da empresa, em Barra do Riacho (ES), suspendeu a exportação de 3.500 toneladas de celulose. A empresa estima que tenha deixado de arrecadar US$ 1,7 milhão (cerca de R$ 4,3 milhões) com exportações ontem.
Para o diretor-superintendente do Portocel, Gilberto Marques, o "porto foi alvo de uma manifestação contra o agronegócio". Segundo a Aracruz, o porto é responsável por 70% da celulose produzida no Brasil, inclusive a de outras empresas.
Em nota, a Aracruz disse acreditar que "as acusações [da Via Campesina] estejam mais uma vez sendo utilizadas para encobrir e justificar atos ilegais e agressões, que buscam atingir não só a Aracruz, mas principalmente o agronegócio brasileiro como um todo e a economia do país".
O gerente jurídico da Usina Laginha, Átila Machado, afirmou que a fazenda invadida pelos movimentos é produtiva, que pertence ao grupo desde 1972, e que nunca havia sido alvo de invasões. Segundo ele, a questão trabalhista foi solucionada com a assinatura de um termo de ajustamento de conduta, que está sendo cumprido pela empresa.
O pedido de reintegração de posse seria entregue ontem à tarde à Justiça, disse o gerente.
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