Acusado pela morte de Dorothy é denunciado pelo Ministério Público por grilagem de terras
da Folha Online
O fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, suspeito de ser um dos mandantes do assassinato da missionária Dorothy Stang, foi denunciado pelo Ministério Público Federal por grilagem de terras e tentativa de estelionato.
Segundo o Ministério Público, as terras que Taradão tentou grilar são do lote 55, uma área de 3.000 hectares em Anapu (PA), da qual ele já teria tentado se apossar no final dos anos 90.
Por essa acusação, o fazendeiro chegou a ficar preso preventivamente por 53 dias, mas obteve um habeas corpus e foi solto por decisão do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região no último dia 18.
"Reiteradamente o réu vem com seu poder econômico, utilizando-se da violência, ameaça, constrangimento e fraude para cometimento de crimes relativos a apropriação da área da terra pública consistente no lote 55 da Gleba Bacajá, na região da Transamazônica", diz o procurador Rodrigo Timóteo Costa e Silva na denúncia.
De acordo com a Procuradoria, ao contrário do que o fazendeiro afirma, o lote inteiro é propriedade da União, tendo sido transformado em assentamento de reforma agrária meses depois da morte de Dorothy, assassinada a tiros em uma estrada vicinal de Anapu em 2005.
Pelos crimes, o fazendeiro pode ser condenado a penas que variam entre seis meses e 15 anos de prisão.
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